segunda-feira, 31 de maio de 2010

"A" tríade

Jimmy Choo


Louboutin. Ah, esse solado vermelho...


Manolo Blahnik

Fim de semana, conversando com uns amigos, surgiu uma antiga piada da turma, de quando os garotos precisaram comprar o presente de formatura para uma amiga e não tinham a menor ideia do que dar. Aí encontraram um terceiro amigo no shopping e pediram uma ideia. No que ele rebateu: escarpin! E a vendedora respondeu, entre admirada e divertida com a situação: Qual escarpin? Olhar de pânico entre os três. E o mesmo amigo respondeu na hora: Chanel!
Garoto esperto, né? Aí, com esse assunto na pauta do dia, eu e as garotas mencionamos Jimmy Choo. Os "meninos" olharam rápido: Jimmy Choo??? Quem é esse? Eu já achava o máximo conhecer Manolo e Louboutin (gente, por favor, lê-se LUBUTAHN), e agora vocês vêm com essa. Risos gerais. Minha resposta: não conhece? Pois deveria conhecer! Essa é a tríade que toda mulher merecia ter na vida. Aí, não resisti a postar a conversa aqui (e umas fotinhos das obras-primas desses três fantásticos artistas que, para quem não sabe, nunca viu Sex and the City na vida e viveu em outro planeta nos últimos anos, são designers de sapatos). Uma certa forma de homenagear o filme Sex and the City 2 que acaba de estrear nos cinemas, deve estar repleto de Jimmies e Manolos, e eu ainda não pude ver :-(

PS: a história foi propositalmente exagerada para ficar mais divertida.
PPS: é fã de moda e já conhece esses três de cor? Vai atrás de um inglês chamado Nicholas Kirkwood. Ele também manda muito bem, mas ainda é desconhecido por aqui. Já escrevi uma matéria sobre ele e enlouqueci. Veja aqui.

gorgonzola e pêras


Vontade, vontadinha, vontadona de fazer essa combinação. Há semanas não sai da minha cabeça que o doce-suave da pêra (não me interessa reforma ortográfica, no meu blog mando eu e acho uó pêra sem acento) vai completar perfeitamente o salgado/levemente picante do queijo. A textura macia e úmida da pêra contrastando com o queijo que se esfarela ao toque dos dedos. Hummmm... Risotto ou sanduíche? Sim, porque a Ana Elisa postou há algumas semanas um sanduíche de pêra com queijo no ciabatta tostado que me deu água na boca. E o risotto está nos meus planos já para esse próximo feriadinho delícia.
Ah, pra quem não sabe, roquefort é o gorgozola francês, assim como o gorgonzola é o roquefort italiano...hehehe e pra quem tem preconceito dizendo que não vai comer queijo bichado eu só tenho uma coisa a dizer: não provem mesmo, assim sobre mais roquefort no mundo pra quem gosta.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

café da manhã


A Lu lançou essa semana seu livro "Pingado e Pão na Chapa: histórias e receitas de café da manhã". Eu me atrapalhei e, infelizmente, acabdei não indo no lançamento, mas está na minha urgent wish list e esse fim de semana vou à Livraria Cultura e já garanto o meu. Quero preparar uma a uma as delícias que a Lu indica, mas antes mesmo disso, uma coisa já está decidida para o meu fim de semana: quero um breakfast daqueles, com tudo o que tenho direito! Humm... só de imaginar o cheiro do café fresquinho, o perfume das frutas cortadas de um jeito bem bonito no prato, a variedade de sucos, pães e bolos, já me dá água na boca. Talvez por ser minha refeição preferida do dia, a única que eu não consigo 'pular', ele mereça tanto a minha atenção. E ele tem nacionalidades, mais até do que qualquer almoço! Quer ver? Café da manhã brasileiro é tudo de bom: bolinho de fubá, pão de queijo e requeijão fazem a base que me faz suspirar de vontade. Francês? Sem problemas: croissants, café crème, iogurte beeeem cremoso... Italiano? Ui! pães salgados e doces (tá bom, vai, italiano quase não come pão no café da manhã, mas eu não resistia...rs... e esse blog traz estritamente a minha visão, logo, posso colocar), mais iogurte, cioccolata, cappucino. Ai, como sofro! Até o famigerado breakfast americano me enche a boca d'água (existe algo mais bonito de se escrever do que 'd'água'?). Não pelo bacon e carnes, mas pelas pancakes fofinhas, estufadas, cobertas de mel ou delícia semelhante e, sobretudo, pelos waffles. Aquela casquinha crocante por cima, molinha por dentro, aquele saborzinho neutro que lembra a infância, qualquer docinho por cima, de preferência uma geleia, ou nutella... aaaiiii! Tomara mesmo que amanheça logo pra eu cair de boca em um suculento café da manhã.
Ah, enquete: qual sua comida preferida no café da manhã? No meu, quem divide espaço com o waffle (que infelizmente como pouquíssimas vezes) é a banana esmagada com aveia e mel.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Hummm... Brigadeiro!


Com um dia de atraso e um texto escrito por pura inspiração e dedução do que vi na internet, já que não estive na Casa dos Criadores - assim como não estou no Fashion Rio (não estou, mas gostaria de estar, claro), queria falar do desfile do Walério Araújo, ontem. Uma coleção inspirada nos doces, com um açúcar a mais nas balas e nos brigadeiros. E jujubas. Espelho, espelho meu, existe algo mais lindo, colorido e lúdico do que uma jujuba? Existe! Várias jujubas reunidas!!! Laços e bailarinas enlouqueceram essa que vos fala, apaixonada assumida por lacinhos. Olhem que fofas as criações que o Walério apresentou exatamente no dia em que completou 40 anos:


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Casa dos Criadores

Começou a Casa dos Criadores, amanhã começa Fashion Rio. Mas por que será que estou sem a menor inspiração para escrever hoje? Quem sabe amanhã, vai...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Inspirada na Lapinha de baixo...



Gonçalves Dias, me perdoe por isso:

"Minha Lapa tem trilhos,
Onde cantam alto os trens;
Os moleques que pulam o muro,
Não pagam para viajar.

Nosso céu tem mais helicópteros,
Nosso ar, cheiro de churrasco de gato,
Nossas ruas têm mais DVDs piratas,
Nossas calçadas, cerveja derramada.

Ao andar, sozinha, à noite,
Mais medo encontro eu lá;
Minha Lapa não tem polícia,
mas tem muito bordel e bar.

Minha Lapa tem bandidos,
Que vivem a nos assaltar;
Ao andar — sozinha, à noite —
Cada vez mais medo me dá;
Minha Lapa tem pedestres,
que nada sabem respeitar.

Não permita Deus que eu morra,
naquelas bandas de lá;
mais parece uma favela
sem cuidados e nenhum lar;
Ruas e muros poluídos,
Onde não sobrou um só Sabiá."

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Chanel sem glamour


Gente, ela de novo. Mas não vai ter jeito. Estava lendo esse fim de semana o livro "O Evangelho de Coco Chanel" para escrever uma matéria (ler livros bacanas, aliás, faz parte das delícias do ofício) e a autora, a americana Karen Karbo, muitíssimo bem humorada, por sinal, tece um exercício de imaginar quanto de glamour se perderia na história desta senhora/senhorita que foi um ícone da elegância francesa caso ela vivesse uma vida...digamos assim... contemporânea. Olha que divertido:
"Se Coco tivesse nascido em, digamos, 1963, e não em 1883, ela poderia ter se casado com um Capel dos dias atuais e tido três filhos - Nigel, Claire e Elodie -, que seriam criados com a ajuda de uma série de babás pouco confiáveis, preocupando-se todo dia com a ideia de que estava passando tempo demais criando suas coleções e tempo insuficiente ajustando as mangas e tempo demais levando Elodie à ginástica, e no final produzino roupas de boa qualidade e bem-feitas que eram maravilhosas mas não inspiradas (mas poderiam ter sido!) enquanto alternadamente superprotegia e descuidava de Nigel, Claire e Elodie, que quando pequenos não conseguiram ter suficiente atenção de sua mãe e então, como era previsível, se tornariam adolescentes desagradáveis que a desprezariam ao mesmo tempo que lhe pediriam um iPhone e cujos problemas, se investigados, se originariam na sua recusa de fazer uma coisa de que ela não se lembraria mais, e- não nos esqueçamos - Boy também teria expectativas, asssim com as tem a sociedade, sem falar na própria Chanel, que não seria apenas magra, mas também estaria com um bom preparo físico, mas não somente um bom preparo físico, e sim o preparo físico de uma celebridade, o que envolve tríceps que podem ser confundidos com uma viga mestra de aço e músculos abdominais dos quais se pode fazer pular uma moeda".
Aiiiii, socorro!!!! Prefiro não imaginar Chanel assim, não, como uma mulher do século 21. Fique onde está e mantenha essa aura de glamour, por favor, Mademoiselle, e nos inspire para melhorarmos a cada dia. E foi graças a esse glamour que, em mim, o livro causou um efeito: ao invés do jeans, tênis e camiseta que eu ia colocar no sábado, acabei trocando por saia, salto alto e algumas pérolas ;-)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Peruíce ou peruagem?

(foto de Svend Lindbaek do site da Elle inglesa).

Gente, eu sou. Sou, sim. Sou mesmo. Sou, sem vergonha nenhuma de ser. P-E-R-U-A. Quer dizer, não que eu ande por aí cheia de balangandãs ou com um óculos de sol dourado gigante. Nem que admire um comportamento petulante, muito pelo contrário. Mas tenho, no dia-a-dia, meus momentos perua. Unhas bem pintadas de vermelho, uma maquiagenzinha básica no quotidiano e mais caprichada aos fins de semana, um belo par de saltos e, claro, peles e oncinhas. Minha peruagem é controlada, eu acho (podem rir, afinal, toda perua deve se achar controlada). É claro que não uso em qualquer ambiente e muito menos referências misturadas, mas tenho uma quedinha por um escarpin com estampa de leopardo, um casaquinho-tigrinho ou um belo casaco de pele (pode ser sintético, antes que ecochatos se manifestem). O que importa é o visual, é sair do calça-jeans-camiseta-sapato-preto-blazer. É inovar, inventar moda, criar e, por que não? se destacar um pouco de uma multidão uniformizada por medo de ousar. Meu irmão, que é estudante de arquitetura, disse certa vez que as pessoas que vivem em casas com paredes todas brancas e sem quadros/ilustrações ou decoração mais ousada vivem numa bolha, com medo de mostrar suas opiniões, o estilo de vida que valorizam, os enfeites que acham bonitos. Eu sinto mais ou menos isso em relação a quem não sai do pretinho básico e camisa branca. É mais do que medo de ousar. É medo de se expor. Será que isso é realmente mais legal do que usar um sapato de oncinha?
PS: a moda está valorizando a peruíce/peruagem, por isso, peruas do meu Brasil, aproveitem!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A importância de se conhecer as origens



Já reparou como tudo é mais gostoso quando a gente conhece as origens?
Resolvi escrever esse post bem genérico porque vários elementos têm me levado a pensar nisso. Vou começar com um exemplo que me é bem caro. Quando comecei a namorar, no primeiro dia, mesmo, em que beijei meu marido. Contei pra ele uma história que tinha ouvido - e que hoje nem sei se é verdadeira. (Aliás, segundo a incrível e divertidíssima biografia do Tim Maia, não é.) Mas o fato é que a história o comoveu e mesmo após anos de namoro, ele se lembrava do episódio. A "lenda" diz que a letra da música "Gostava tanto de você", do Tim Maia, não tinha sido escrita por ele. Ele teria a encontrado em forma de carta sobre um túmulo, em um cemitério. E analisem bem a letra (Não sei porque você se foi, Quantas saudades eu senti, E de tristezas vou viver, E aquele adeus não pude dar. Você marcou na minha vida, Viveu, morreu Na minha história, Chego a ter medo do futuro E da solidão Que em minha porta bate...). Faz ou não faz todo sentido? Fato está que desde que soube dessa história (mesmo sem ter certeza se é verdadeira ou não), toda vez que escuto essa música, sinto uma emoção mais forte, pelo simples fato de conhecer sua história.
Outro elemento que me leva a pensar nessa história é que meu pai está indo para Portugal em breve, a passeio, com sua irmã e o esposo e minha mãe. Tudo bem, ele não nasceu lá, mas de saber que seus ancestrais vêm de lá, e que vai entrar em contato com suas origens, está vivendo uma emoção sem igual, muito maior do que a que sente toda vez que escuta um fado.
Mas a gente nem precisa viver histórias bonitas como essas para valorizar as origens do que nos cerca. Eu, como jornalista, convivo diariamente com belas histórias: o que inspirou um joalheiro a fazer uma bela joia, de onde vem a inspiração de um artista, como foi concebido um objeto de design, como se dá o processo produtivo de uma roupa - ou um carro - especial. Também sempre tento entender a origem das palavras, da comida que está em meu prato (é orgânico? vem de qual parte do boi? a massa foi feita com ovos?), do espetáculo de dança ou peça de teatro a que assisto, do livro que leio. De onde vêm meus amigos? Que elementos tornaram eles do jeitinho que são e que me faz amá-los? Como nasceu minha família, como eram meus avós quando jovens, de onde surgiram os nomes que carrego? Parece cansativo, mas sei que com esse conhecimento, as coisas todas se tornam mais bonitas e passam a fazer um sentido diferente. Saber as origens do que nos cerca é mais do que importante, é precioso, e por isso continuo em minha busca incessante pelas histórias, curiosidades, inspirações, origens... de tudo o que está ao meu redor.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

5 coisas esquisitas sobre mim


Pesquisando sobre Karen Karbo, autora do irreverente livro "O Evangelho de Coco Chanel", encontrei no site oficial da autora, no lugar de uma biografia, uma lista: "10 coisas interessantes sobre mim". Comecei a ler pensando que ela listaria prêmios, experiências e títulos, mas não. Entre os 10 itens estavam pérolas, como "Eu estava em Paris no dia em que Elvis morreu", "fiz faculdade de cinema. Coitado do meu pai" e "quando estava na high school, fui votada a 'mais *&%#&$' da sala de aula. Ainda não tenho certeza do que isso significa".
Divertida essa mulher, pensei. E na tentativa de animar esse fim de tarde, resolver listas partes esquisitas/exóticas/diferentes da minha personalidade e da minha vida. Não cheguei a 10, mas 5 já são um bom começo, né?
Lá vai:
1. já trabalhei como garçonete, babá e secretária, na época em que morei em Milão;
2. o bicho que mais me amedronta no mundo é sapo. Tá bom, vai, rato está empatado;
3. detesto lavar folhas para a salada. E secá-las. Ah, e no quesito esquisitices em casa, também não suporto começar um rolo novo de papel higiênico, fato que diverte meu marido (até consigo entender que não seja muito normal...rs);
4. na época da escola tinha horror de ser vaiada ao fazer apresentações de trabalhos. Até hoje prefiro não falar em público;
5. quando criança, queria pilotar aviões, ser modelo, e viajar o mundo de balão.
Ah, é? Tá rindo? Duvido que você também não seja estranho em algum grau. A própria Chanel, posso imaginar, tinha lá suas esquisitices. Dizem que fumava da hora que acordava à hora de ir dormir, gostava de vestir calças quando todas as mulheres usavam vestido, não suportava nada lhe apertando durante o ápice dos espartilhos e nunca quis se casar. São ou não são esquisitices? À la Chanel, claro, mas esquisitices.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Da (minha) natureza libriana


Creia você ou não em signos, astros, destino e carma, é impossível não enxergar um traço sequer de sua personalidade na descrição do seu signo. No meu caso, como não gosto de exagerar, diria que 90% da minha personalidade vem do jeito-libriano-de-ser (os outros 10% eu deixo por conta do meu ascendente, que é escorpião. Ui!). Esses dias, conversando com uma amiga, concluí que nunca dei um chilique na vida. Ela, inconformada, perguntou: nem um pitizinho? Não derrubou a mesa NENHUMA vez sequer? E eu, certa da resposta, soltei: Não, nunca. Ela, a princípio, ficou assustada, mas prosseguiu: Isso é para evitar conflito? E eu: claro que é, eu sou o tipo de pessoa que dá uma BOIADA para não entrar numa briga. E não entra. Mesmo. Prefere ir embora a entrar em uma discussão. Aí ela chega ao ápice: mas te incomoda somente um conflito que te envolva ou se duas pessoas do teu lado discutirem, você também se sente mal? Foi quando respondi: qualquer tipo de briga, discussão, confusão, me faz mal. A conclusão da conversa que tivemos não interessa aqui, ao menos para esse post. O que interessa é que desde esse dia venho pensando em como a harmonia é fundamental na minha vida. Quem me conhece sabe que "gritar" e "dar escândalo" são atitudes que não fazem parte de mim. Nem que eu queira, consigo. Isso muitas vezes é visto como uma fraqueza. Pode até ser, mas o fato é que valorizo a harmonia acima de todas as coisas. E isso diz respeito a manias, tranquilidade (afinal, ninguém gosta mais de um agito do que eu) ou comodismo. Diz respeito a... ah, à harmonia mesmo. Quer dois exemplos? Duas coisas que adoro na vida são moda e gastronomia. Na moda, muitas vezes eu sei que não sou "cool". Sei mesmo, mas não consigo mudar. Essa tendência de combinar sapatos pesados com vestidos leves, pra mim, não cola. Combinar uma bolsa chique com tênis, blusa camuflada com casaco de pele ou saia rodada com sapato de salto baixo não são pra mim. Os fashionistas que me perdoem, mas harmonizar o look, na minha opinião, é fundamental. Nada combina melhor do que jeans com camiseta, vestido chique com bolsa pequena e salto, e sandália rasteira com vestido bem verão. Assim como vestido de noiva tomara-que-caia não é pra mim. Vestido de noiva é branco para ser puro e tomara-que-caia, o próprio nome diz, não é nada puro. E a moda de shorts com meia calça ou, pior, bota, pra mim, é o horror dos horrores. Pronto, falei! O outro exemplo, o gastronômico, aparece quando acho que um peixe mais salgado combina melhor com mandioquinha, que é suave, quase doce. Ou quando penso que uma salada de adocicados grãos de bico parece ser feita para a picante pimenta-biquinho, o azedinho pepino em conserva e o salgado atum. Hummm.... Lombo de porco com abóbora, risotto com funghi, vinho com pão italiano, queijo com goiabada. Existe harmonia melhor do que essa? É claro que existe, aquela que a gente encontra no trabalho, na família, com os amigos. Essa, sim, independente do cardápio e do guarda-roupa, é a que me faz sorrir. E isso não tem a ver com "ser boazinha", ou "diplomática". Tem a ver com viver feliz!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Matéria online

Tá nas bancas e no site da Dinheiro minha mais nova matéria, sobre a venda da Harrods. Quem quiser conferir, vai lá. E quem puder conferir ao vivo as mudanças pelas quais a Harrods vai passar, melhor ainda, né não? London, London...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Silêncio


A internet me diz que é do Oscar Wilde, mas no google, eu confio desconfiando... de qualquer forma, a frase traduz tudo: "É no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos".
Essa, o google me diz que é do Mario Quintana. E é a cara dele mesmo. Lindo, lindo esse trechinho de poesia:
"Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!"

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pipoca! Pura falta de inspiração ou pirei na batatinha?


Olho para ela: alva, de formas arredondadas, com um miolinho amarelo-vivo, uau, é milho! Inspiro fundo: é perfumadíssima (é manteiga? bacon? canela? humm...) e me abre o apetite no mesmo milésimo de segundo em que sinto seu inconfundível aroma. Nos ouvidos, quando é preparada, um estalar que parece separar em sílabas seu nome: PI-PO-CA! Sinto sua textura: molinha, macia, faz fluf quando coloco na boca. Sobre minha língua, ela derrete e desprende aquela mistura quentinha de sabor de milho com manteiga (ou óleo de milho) e sal. Ah, as pedrinhas de sal sobre seus flocos que têm um finalzinho crocante... Será que pirei na batatinha ou me faltou inspiração mais profunda? Ou, como diria meu sogro (e eu adapto), quem desenha uma pipoca (no meu caso, escreve sobre), sabe desenhar/escrever sobre tudo? E, melhor ainda, me responda rápido: existe companhia melhor para um bom filme do que um pacote de pipoca quentinha?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cuscuz paulista. A procura da receita ideal


Sou uma pessoa gulosa. Assumidamente gulosa. Se tivesse que me enquadrar em apenas um dos pecados capitais, sem dúvida seria a gula. Definitivamente não sou do tipo de pessoa que come o essencial para sobreviver. Mas me entenda bem. Não estou falando de gula no sentido de não repartir o alimento, afinal, se existe um prazer maior do que comer, esse prazer é comer em boa companhia. Também não estou falando de uma gula descontrolada, daquela que faz as pessoas comerem sozinhas uma barra de chocolate. Eu nunca seria capaz disso. Mas estou falando da gula por prazer, daquela que me faz desejar um prato com tanta intensidade que minha boca chega a salivar só de pensar no tal prato. E minha atual obsessão gastronômica tem sido o cuscuz paulista. Comi um numa festa certa vez que literalmente me faz sonhar até hoje. Ele não era feito com sardinhas, é bem verdade, e os puristas que me perdoem, mas sim com frango. Também não era brilhante e extremamente enfeitado com pimentões coloridos, tomates e ovos cozidos. Mas era simples. E em sua versão individual. Pena que não conhecia a pessoa que levou esse prato à festa, pois caso contrário já teria perguntado onde ela comprara e já teria engordado uns bons quilos só por causa desse salgado molinho, que desmancha na boca e me fez repetir duas vezes a dose de prazer. O bom é que eu gosto de arriscar na cozinha e preparar pratos novos só de olhar uma receita ou, às vezes só de comê-los em um restaurante ou festa. Mas o fato é que esse cuscuz me marcou tanto e o desejo já vem se acumulando há cerca de um ano, então a expectativa anda muito alta. E isso é um problema. Não crio coragem de me arriscar, pois tenho a nítida impressão de que não será igual. Enquanto isso, navego a procura da "receita ideal de cuscuz", e o refaço na mente várias e várias vezes. Hoje, acordei corajosa...rs...Será que eu arrisco?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quero ser Audrey Hepburn

No último dia 4 de maio ela completaria 81 anos, se não tivesse falecido em 1993. Elegância, pra mim, é sinônimo de Audrey. Mesmo interpretando uma acompanhante de luxo. Lembro de um dia, no ano passado, de conversar com uns amigos lá em casa e lá pelas tantas horas (e tantos vinhos) chegamos no assunto "padrões de beleza". Quando chegamos à pergunta "quem é a mulher mais linda do mundo para você?", respondi algo como Elizabeth Taylor (ou Sophia Loren, não lembro bem). Alguém disse: Audrey Hepburn. Estalei os olhos na hora e tentei entender porque não respondi esse nome, se, para mim, ela é e sempre foi a mulher mais bonita de todos tempos (algo como a representante feminina da categoria "James Dean" entre os homens...rs). E compreendi. Minha resposta quase imediata foi clara: Não, não, não. Estamos falando de uma mulher bonita. Eu acho Sophia Loren linda. Mas a Audrey... ah, eu quero ser como ela "quando crescer". E todos caíram na risada.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Palavras, apenas. Mas que palavras!


Se existe algo no mundo que me toca profundamente, esse algo é um texto bem escrito. Não tem perfume, sabor, música ou textura que me emocione tanto quanto um texto bem pensado, ricamente elaborado, finamente descrito, divinamente produzido, poeticamente construído... Se for escrito a mão, então, melhor ainda, mas isso já é artigo bem mais raro. De qualquer forma, essa semana, lendo a revista Vogue francesa do mês de abril, meus olhos pararam, brilharam e se emocionaram quando cheguei a esse texto, de Patrick Mauriès: (OBS: Vou reproduzir um trecho dele com MINHA livre e espontânea tradução)
"No exato instante em que escolhe desaparecer, a lenda de Alexander McQueen [lembram? falei dele alguns posts abaixo] toma corpo. E não perdemos nada se apostarmos que ela irá se expandir ainda mais. Pois nossas culturas, que só fogem da realidade da morte para melhor admirar sua imagem, não amam nada com a mesma intensidade que amam esses destinos partidos e as vidas interrompidas na flor da idade, da qual só resta a face de uma eterna juventude. E em matéria de lenda, existem muitas em Alexander McQueen: na história desse menino de 3 anos que desenha o vestido da Cinderela no gesso das paredes de seu quarto, nessa figura de mãe radiosa que nunca lhe deixa, nesse percurso fulgurante de imóveis no East End ao bairro chic de Mayfair e a um solário no Sussex, nesse encontro providencial com uma musa inquieta que terminará tragicamente [para quem nao sabe, McQueen se suicidou uma semana após a morte da mãe e três anos após o suicídio de sua fada madrinha, a stylist Isabella Blow], na intransigência raivosa de um criação que vem, no entanto, coroar o sucesso e que pontua um abrupto impasse".
Ainda ao falar da mãe de McQueen de uma forma muito sensível, Patrick termina o texto assim:
"Ela assiste, radiante, na primeira fila, todos os seus desfiles. Ela lhe faz até mesmo confessar, em um pungente diálogo publicado pelo The Guardian, que ele só teme uma coisa: morrer antes dela. Ela falece dia 2 de fevereiro de 2010. Ele escolhe partir um dia antes dos funerais daquela que sempre quis lhe dar tudo".
Lindo, lindo, né?
Não deixa de ser um post em homenagem ao dia das mães ;-)
PS: e por falar em escrita, esse texto prova que por mais que uma notícia já tenha sido divulgada, ela pode ser retrabalhada e trazer algo (nem que seja admiração por quem escreveu essas belas linhas)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O graaaande mistério das setas (ou piscas, ou faróis...)


Um dia ainda vou descobrir qual é o grande mistério que cerca os motoristas paulistanos, ou, para não ser injusta, grande parte deles. Enfrentando (uma pequena parcela d)o trânsito diariamente, seja como pedestre, seja como motorista, não passa um dia sem que eu me pergunte: por que raios as pessoas não usam a seta do carro?
Hipótese número 1: elas acostumaram a brincar com aquele joguinho em que ganham pontos quando atropelam pessoas.
Hipótese número 2: elas acham que vai cair o dedo se encostarem na alavanca que 'dispara' o pisca
Hipótese número 3: elas pagam mais barato por carros que vêm sem a seta
Hipótese número 4: as montadoras estão em contenção de despesas e não estão colocando setas nos carros (obviamente essa é uma hipótese irônica, bem como a anterior)
Hipótese número 5: elas realmente não estão nem aí para regras de trânsito e fazem questão de desrespeitá-las
Hipótese número 6: elas frequentaram uma auto-escola-centro-de-formação-de-condutores que não ensinou isso
Hipótese número 7: elas sempre usam a seta, menos na minha frente, só para me irritar...rs

terça-feira, 4 de maio de 2010

Baile Liberty

O Costume Institute do Metropolitan Museum of Art de NY realiza anualmente um baile de gala (seria redundância dizer isso? Não sei, se alguém souber, help!) e o tema desse ano era "mulheres americanas". E elas capricharam. Não só elas, mas também as francesas, inglesas e brasileiras (afinal, Gisele não deixou de nos representar). Na minha opinião, os vestidos são mais bonitos do que os usados pelas estrelas na cerimônia do Oscar, em março. Os looks do baile estavam de arrasar. Meu preferido foi o da Anne Hathaway, se bem que o da Kirsten Dunst...rs. E o seu? Ai, ai, sonhar não custa nada, né? Confira nas fotos da Vanity Fair:
Kirsten Dunst


Gisele

Naomi Watts

Anne Hathaway

Marion Cotillard

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cidade Perfumada


É lírio ou é jasmim? Não importa, fato está que meu bairro anda perfumado. Eu confesso, sou uma urbanóide ao extremo e prefiro mesmo é morar em apartamento, podendo olhar das alturas o movimento das ruas da vizinhança, mas agradeço as pessoas que ainda preferem morar em casas e cultivam flores para perfumar nossas vidas. Em uma época do ano em que os dias ficam progressivamente mais curtos e o sol, mais tímido, é uma surpresa deliciosa dar uma volta pelas ruas íngremes do bairro e se deparar com um aroma doce, delicado, mas que faz a gente respirar diferente. Hummm... taí, acho que vou passar na floricultura e comprar uns lírios para decorar/perfumar minha casa com seu aroma de paz e harmonia.