segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pensa...


Pensa em um crème brûlée. Docinho na medida, de textura suave e com aquele caramelo de arrancar um sorriso do rosto. Aí você quebra o caramelo com as costas da colher, como adora fazer a Amélie Poulain. E eis que sob o creme aparece um fundo de nutella. Pois é. É o crème brûlée de nutella. Eu comi no restaurante Candela, um lugar lindo no Itaim, aqui em São Paulo. Não parece invenção de outro mundo? Como ninguém nunca tinha pensado nisso?

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Três elementos que adoro

Valentino, balé e NY. Ele assina o figurino e a noite de abertura será 20 de setembro. Se alguém quiser me presentear, eu aceito ;-)




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Três lições inocentes que aprendi com o nada inocente “50 tons de cinza”



O livro é erótico. Não é literatura clássica, não enriquece seu vocabulário. Mas é uma boa narrativa e uma ótima diversão. E, como todo jornalista, não conseguiria não ler o que todo mundo está comentando. Explicado? Vamos ao que interessa:


  1. Toda mulher tem sua deusa interior. Os momentos mais divertidos do livro são quando a autora narra o que sente por dentro quando se apaixona, quando bate a insegurança e quando se sente realizada (afetiva e, claro, sexualmente). Entre as mais engraçadas estão “minha deusa interior está dançando a dança dos sete véus” ou “minha deusa interior dá um salto com vara sobre a barra de quatro metros e meio”. É bobinho? Inocente? Talvez, afinal trata-se de uma garota de 21 anos que é virgem (pelo menos no começo do livro). Mas pra mim foi perfeito. Tenho certeza que tenho essa tal de deusa interior aqui dentro e ela se manifesta das mais diferentes formas. Como, inclusive, a posição de ioga zen que a personagem comenta.
  2. “Se ele falou, falou porque quis” (ou algo parecido com isso). É o conselho que a mãe da protagonista lhe dá enquanto ela se tortura tentando entender se ele gosta dela, porque escreveu tal coisa ou quando começa a ter certeza de que ele a apresentou aos pais porque se sentiu coagido. Acho que esse item dispensa maiores explicações, né, meninas? Quem nunca se torturou por algo que nem tinha motivo ou ficou tentando entender alguma reação do namorado/rolo/amigo?
  3. Seu inconsciente é pior que o grilo falante do Pinocchio. É aquele capetinha cutucando sua cabeça que faz você se perguntar: estou gorda? Como ele gostaria de uma pessoa tão atrapalhada como eu? Por que fiquei com ele? Droga, eu não devia ter bebido e etc etc e vários etc


“Não tem nenhuma novidade aí”, você deve estar pensando. Sim, é verdade, são sensações com as quais eu convivo há muito tempo. #quemnunca? Mas ainda não tinha pensado de uma forma tão detalhada, nunca tinha organizado as ideias desse jeito. É interessante olhar de fora e ver que a maioria dos nossos monstros – e também dos nossos deuses – quem cria é a gente mesmo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Um assunto nada íntimo e pessoal




Tanta coisa pra escrever, tanto assunto pipocando por aí que para uma libriana tomar esse tipo de decisão é quase uma tortura. Vou começar então pelo mais “quente” como dizemos no jornalismo, uma notícia que li hoje e me deixou estarrecida. Antes de entrar no assunto propriamente dito, quero deixar claro que sou a favor de cirurgias plásticas quando elas são feitas para ajudar a levantar a auto-estima. Sempre sofreu com as orelhas de abano? Consulta um bom médico e opera. Tinha seios grandes que a faziam se encolher sempre que via um garoto? Entra no bisturi! O nariz fazia você se sentir menor, feia, esquisita? Vai pra sala de cirurgia. Mas é claro que tudo tem limite. T-U-D-O. Aí, gente, hoje entro no site do UOL e me deparo com a seguinte notícia (que saiu na Folha, por sinal): “Cirurgia plástica íntima é mania mundial que preocupa ginecologistas”. Fico estarrecida. Chacoalho a cabeça, esfrego os olhos para ver se estou lendo direito. Entro na matéria para ver detalhes. “Como não há evidências de que os lábios vaginais cresceram nos últimos anos, especula-se que o aumento de cirurgias redutoras esteja ligado à uma nova busca de medidas genitais ‘padrão’”, diz a matéria, que em seguida se questiona sobre qual seria esse padrão e conclui que não há dados conclusivos para definir o tal “padrão”. Como em relação a narizes, peitos e bundas, o padrão estético muda conforme a época e o país. "Nos EUA, as mulheres querem vagina pequena, cor-de-rosa. As brasileiras querem no mesmo tom de pele do das mãos, com lábios de 1 cm a 1,5 cm", diz o ginecologista Paulo Guimarães.

#oioioi??? Gente, tem alguma coisa errada aqui, e não é possível que ninguém perceba.
A mulher brasileira (escuta essa, mídia internacional, chega mais) é uma das que mais sofrem com pressões e cobranças de um padrão irreal de corpo e juventude. Eu posso estar errada – até porque essa é uma percepção pessoal e não uma pesquisa antropológica, muito menos o censo ou uma apuração jornalística – mas em nenhum outro país no mundo a mulher é tão pressionada nesse sentido. A gente não anda de biquínis Lenny (ai, ai, quem me dera, não seria nada mau) e sapatos Alexandre Birman (seria uma excelente uma bolsa-Birman, não é, minha gente?) a vida toda, muito menos aos 20 anos de idade, juventude e magreza. A gente, aliás, não tem 20 anos pra sempre. As rugas e as linhas de expressão aparecem e, muitas vezes, nos tornam mais interessantes. Mais reais. Assim como uma gordurinha aqui e outra ali. Habituada como o papo “depois dos 30 ferrou, meu organismo parou e meu relógio biológico resolveu me castigar sem queimar uma só caloria, mesmo que eu coma muito menos do que comia na adolescência”, puxei assunto com o marido e um amigo solteiro. E os próprios concordaram: nenhum país (desses que a gente conhece de férias, sabe? Nada de mundo ocidental e cultura oriental e blábláblás por favor) exerce tanta pressão para a mulher ser jovem e magra como o Brasil. Repare como as pessoas que você conhece que fogem desse padrão burro e único acabam se apaixonando quando vão pra fora do Brasil. Não pode ser uma coincidência, né?

Veja bem, não estamos falando aqui que o padrão magra-e-jovem não exista no resto do planeta. A questão é que o resto do planeta não se limita a ele. Vai além. Enxerga o que está por trás de uns quilinhos ou umas ruguinhas a mais. É (um pouco) menos cruel. E enquanto isso a gente fica aqui, fingindo que está tudo bem, se jogando na cirurgia plástica, fazendo de conta que somos quem não somos. Que temos um corpo que não temos. Uma idade que não nos pertence. E com toda essa corrida maluca contra o tempo e a balança é claro que ficamos imensamente frustradas toda vez que colocamos um chocolate na boca. Ou tomamos aqueles deliciosos cinco minutinhos de sol sem protetor solar. Ou que esquecemos de depilar as pernas. Ou de fazer as mãos e os pés. E aí não tem homem, seja frágil ou forte, metrossexual ou ogro, que dê conta de tanta neura e que supra com 1000% de atenção as nossas carências e necessidades, afinal, a gente faz tanto sacrifício que se a relação não for perfeita, no estilo flores-cinema-jantar fora toda semana, parece que não basta. Proponho aqui um desafio às mulheres: menos autocobrança, menos neura, menos livros de auto-ajuda e muito, muito menos obsessão pelo padrão inatingível de beleza. Mais sorriso, mais barzinho com as amigas e mais sorvete num dia de sol. É difícil, mas a vida vai ficar bem mais leve se a gente começar hoje essa revolução silenciosa. E a gente precisa fazer isso pelas nossas filhas. Ou netas.

Eu voltei...


Eu olho para ele e ele olha para mim. *Suspiro. Isso não pode mais ficar assim, você aí, parado. Eu aqui, imóvel. “Tempo, tempo, mano velho...” começo a cantarolar. E ele parece passar com mais velocidade ainda. E fecho a janelinha. Mais um dia sem atualizar o blog. Preciso fazer alguma coisa, preciso. Tem tanto assunto interessante pairando no ar, tanta gente interessante dando o que falar, tanto pensamento solto voando pelo ar. E ele ali, parado na mesma tela de 19 de abril. E eu ali, na ginástica diária de academia, trabalho, afazeres múltiplos. 
Nossa, quatro meses! E eis que a proposta de ressuscitar o blog vai ganhando forma, graças a cobranças carinhosas dos meus inúmeros seis leitores ;-)
Ok.
Blog ressuscitado.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Nada mais ou menos

Mais ou menos. Sem sal nem açúcar. Morno. Eu costumava tolerar muito melhor essas atitudes. Ultimamente tenho me sentido desconfortável. Pessoas que fazem o trabalho por fazer, que "batem cartão", que simplesmente cumprem sua obrigação. Elas me agoniam. Parece que não se entregam, não "fazem questão", sabe? Simplesmente fazer, sem se importar. Qual a lógica deste comportamento? Se vai ter que fazer, então que se faça bem feito. E, de preferência, com paixão. Às vezes me pego lembrando de situações que vivi há muito tempo, mas deixaram uma lição. Uma delas foi uma moça da Albânia que trabalhou comigo, ambas como garçonetes em um café bem elegante em Milão. Ela ficava me corrigindo o tempo todo, me mostrando como fazer, não parava de andar, sorria para os clientes, sabia convencer os clientes a comprarem a torta que a dona do café pedia. Um dia, prepotente, falei pra ela: eu não sei fazer essas coisas porque não sou garçonete. No que ela me respondeu: eu também não, mocinha. Sou jornalista na Albânia. Mas ja que estou aqui, vou dar meu melhor. Ainda lhe perguntei: mas você não sofre de estar aqui, trabalhando nesse café? E ela: é o que tem pra hoje (ou qualquer expressão semelhante, em italiano). Uma bela lição pra mostrar que, muitas vezes, não é a nossa vida que é dura, a gente é que é mole.

terça-feira, 20 de março de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Um lugar perdido...

... perfeito para sonhar, mas também possível de alugar. Na cidade de Dordogne, a 65 km de Bordeaux, na França, essa "casinha" básica acomoda oito pessoas e data de 1890. Mas, pensando bem, só o jardim - de 500 m2 - já valeria à pena, né? As fotos são de Ben Lambers.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Top 11 - Rio de Janeiro 2011

Ta, eu sei, já faz um mês que eu voltei. Mas antes tarde do que nunca, né?
Se for pra lá, não perca:
  1. a praia, óbvio
  2. o ensaio da Mangueira, sábado de noite, na quadra da escola.
  3. o sorvete de bacuri (não sabe o que é? Google it!) da Mil Frutas
  4. o tartar de atum gordo do Sushi Leblon
  5. o almoço executivo do CT Boucherie (sim, o restaurante do Claude Troisgros serve comida, e das boas, por 40 reais)
  6. os biquínis da Lenny
  7. os pães do Talho Capixaba
  8. o Parque da Tijuca, com direito a um banho na mini-cachoeira
  9. o mirante Santa Marta
  10. a Água de Valencia, do Venga. É espumante e laranja. Tem como ser ruim?
  11. os petiscos italianos do Stuzzi.
Ah, faltaram os bolinhos do Chico e Alaíde...
Pensando bem, acho que o Top 1 da volta a SP vai ser uma dietinha, né?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O fantástico mundo das estampas

Muito fofo o desfile da Maria Bonita Extra, no Fashion Rio. Amei os tecidos, os balonês delicados e as estampas. Quero já!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O que dizer...


...quando outra pessoa (outra pessoa, no caso, = Charlize Theron) usa ESSE vestido Dior e ESSAS joias (incluindo uma tiara do acervo da grife) Cartier? M-o-r-r-i!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

o maxicachecol



Gente, correndo, como sempre, mas não podia deixar de postar a foto desse maxicachecol. É da Cantão. Não é um sonho de consumo para o inverno?