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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Jordânia by Flavinha


Quando a gente viaja com um grupo grande de jornalistas podem acontecer duas coisas totalmente opostas: a primeira é dar tudo errado, todo mundo se dar mal e virar uma guerra de vaidades. A segunda é todo mundo se dar muito bem. Foi o que aconteceu, vocês já sabem, pois já escrevi aqui, na minha viagem para a Jordânia.
Em termos de relacionamento pessoal, já percebemos nos primeiros dias que a viagem se tornaria inesquecível. Mas e os frutos profissionais que colheríamos dessa viagem? Mais uma vez, é possível seguir dois caminhos. No primeiro, e mais comum, é que cada um, por suas experiências e modo de olhar as coisas, tenha uma impressão diferente e um texto completamente diferente do outro. Até porque os veículos não falam necessariamente para o mesmo público. Em outras (raras) vezes, acontece de vocês verem as mesmas coisas, mas uns serem mais capazes de expressar do que outros. Ou terem essa permissão. Foi o que aconteceu com a querida Flávia Lellis, que escreveu uma matéria linda pra revista Brazil Travel News e me permitiu reproduzir um trechinho aqui. Ele fala sobre tudo o que penso dessa experiência que tivemos juntas e acompanhadas de um grupo incrível. Mas chega de rasgar seda. Vamos ao texto dela:

"Uma experiência fantástica, vivida no lombo de um camelo, a caminho do pôr-do-sol. A cada marca deixada na areia pelas patas do animal – numa vasta área de solidão -, os desenhos naturais que envolvem a cena convidam à reflexão, à feitura de um pedido ou a qualquer pensamento que simplesmente deixe a imaginação fluir, tamanha magia que envolve o momento. Não há tempo para pensar em enjôo ou medo, uma vez que a reação mais natural é curtir uma excitação contida frente a um episódio da vida quase indescritível. O desfecho se dá em silêncio no alto de uma pedra, onde os segundos são contados iluminados por um sol que não faz feio diante dos convidados que o observam sumir atrás das montanhas para a chegada da lua"


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um pouquinho da Jordânia


Um país que a princípio não faz parte do ranking dos mais desejados e visitados do mundo, menos ainda integra uma lista de “preciso conhecer antes de morrer”. Essa foi a primeira sensação que tive ao saber que a Jordânia seria meu próximo destino. Afinal, o que é que a Jordânia tem? Chegando lá, não foi difícil descobrir. Tem deserto, tem oceano, tem rio, tem praia. Tem história, uma gastronomia deliciosa e um misto quase inexplicável de uma religião que se mostra presente até nos mais pequenos detalhes e nas cabeças – e corpos – de suas habitantes com uma liberdade pouco vista em países do Oriente Médio. Um país que joga na cara da gente a imensidão do deserto de Wadi Rum, o azul ofuscante do Mar Vermelho (veja que ironia este nome), as pedras de sal do Mar Morto e a espiritualidade do rio Jordão. Um país que requebra ao som das músicas árabes, que se perde entre as fumaças dos narguiles (ou shishas, como eles preferem chamar) e que não se cansa de sentar à mesa para apreciar verdadeiros banquetes. Você é religioso? O rio Jordão vai te emocionar. O Monte Nebo, onde Moisés teria morrido e próximo de onde ele teria batido o cajado no chão de onde brotaram fontes de água límpida (e que até hoje se situam em um vale verdinho, verdinho), também. Você curte aventuras? Andar de jipe 4X4 no deserto e mergulhar sobre os corais coloridos do Mar Vermelho são ações que vão tirar teu fôlego. Prefere um momento relax? Tudo bem, as dezenas de spas em hotéis luxuosos à beira do mar morto devem te reconfortar. Não imagina uma viagem sem um belo roteiro gastronômico? Prepare-se para o pão sírio saindo quentinho do forno, ainda inflado de calor e gostosura, que se torna a companhia perfeita para as pastinhas de iogurte, alho, berinjela e grão de bico. Para você, viajar é viver experiências? Tudo bem. Que tal dormir em uma tenda em pleno deserto em uma noite que começa no pôr do sol de Wadi Rum e passa por um legítimo jantar beduíno, com direito a “chai” e música ao vivo?

PS: propositalmente não foram mencionadas aqui as maravilhas de Petra. Essa merece um post só pra ela.