
Viena, Áustria. Noite de réveillon. Lindas donzelas flutuam com seus longos vestidos por um salão ricamente decorado. Acima de suas cabeças, lustres de cristal. À sua frente, elegantes homens honram seus smokings. No canto do salão de baile (sim, baile) do Salão Imperial de Viena, uma orquestra produz a mais bela valsa já ouvida. Parece que estou falando de tempos idos, mas não. Até hoje, esse baile acontece anualmente na Áustria. E se tornou meu sonho distante (mas plausível, que fique claro. Afinal, eu só sonho com o que será um dia possível). Eu sei, eu sei. Parece que vivo na época errada. Frequentemente eu me pego pensando isso. Sou romântica assumida. E melancólica também. Gosto de imaginar antigos bailes e rodopios, antigas poesias e contos de fada, vestidos longos, bem armados, com rendas e babados, bailes de máscaras, cavalheiros beijando a mão das damas, namoro à moda antiga, de mãos dadas no parque... Mas tudo bem. Eu consigo adaptar meu romantismo aos tempos atuais. Usar vestido preto de pois branquinho, um sapatinho peep toe, algumas características de uma Amélia dos tempos modernos e, quem diria? até meu príncipe encantado de olhos azuis eu encontrei. É, acho que viver no século XXI não é tão ruim assim. Passagem aérea já não é tão cara, reservas são possíveis pela internet... É, quem sabe o baile em Viena não role antes do que eu espero?