.

Mostrando postagens com marcador crise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crise. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A crise dos 30




Abre parênteses: semana completamente insana. Não acredito que essa é a primeira vez nos últimos 6 dias que consigo postar! Fecha parênteses.
Semana passada, enquanto fazia minha esteira (porque preciso ficar magra, estar magra, ser magra, viver magra etc etc) no prédio em que moro (porque devo economizar, não posso gastar, "e a poupança? a casa própria?", "pra que gastar em academia se tem uma no prédio?" etc etc), estava assistindo ao canal GNT (porque preciso estar sempre informada, afinal, mais do que uma mulher contemporânea, sou jornalista. Mas tudo bem, vai, essa é minha parte preferida) e de repente vem um comercial falando sobre o programa Happy Hour, apresentado pela fantástica ex-VJ Astrid. O tema do dia? A crise dos 30!
A menos de dois meses de chegar na fatídica idade, foi impossível passar imune pela chamada narrada pela apresentadora: Elas querem tudo: casamento perfeito, filhos, dar a volta ao mundo, ter um emprego (e uma remuneração) dos sonhos, de preferência em um cargo alto, comprar um carro, uma casa e um cachorro...
ok, ok, Astrid. Passou perto.
Mas eu acrescentaria: estar magra, sem celulite, com mãos e pés sempre feitos, cabelos harmoniosamente tingidos (sim, tenho muuuitos cabelos brancos, desde os 26 anos quando, por ironia, decidi parar de tingir um pouco e curtir meu cabelo ao natural, veja só) e espertamente cortados (alguém aí tem tempo de fazer escova/chapinha todos os dias? Porque eu não tenho). Ah, acrescentaria que aos 30 a gente quer mais do que uma casa: quer uma casa super decorada, confortável, que seja a nossa cara e, de preferência venha junto com uma moça super educada e prestativa que nos ajuda a limpá-la diariamente. Também colocaria na lista que nosso carro, aos 30 anos, deve estar a caminho do nosso sonho de consumo sobre 4 rodas, e de preferência que consuma pouco combustível e não nos faça perder a respiração na hora de renovar o seguro (ou pagar o IPVA). Ah, não basta estar solteira, curtindo a vida: a gente quer casar/namorar/morar junto. E feliz. E completa. E amada e com um marido fiel, lindo, cheiroso, companheiro e que nos proporcione uma vida de romance. Saca o estilo flores toda semana e restaurante bacana uma vez por mês? É por aí. E a família, hein? Pais felizes, saudáveis e encaminhados para uma vida confortável são nosso pedido básico ao papai do céu. Obviamente não podemos deixar de lado nossa carreira. Aos 30, é importante estar ao menos fazendo o que se gosta. E com belas perspectivas de aumento/promoção/mudança para melhor. É, acho que consegui fazer uma listinha bááááásica de alguns elementos que as mulheres consideram fundamentais ao chegar aos 30. Conhecer o mundo é um plus. Ter filhos gêmeos em breve (um menino e uma menina, please!) é bônus. Ter tempo para curtir toda essa vida perfeita é o paraíso.
Ah, e por favor, marido, não me venha com: amor, você quer ler o livro do Balzac??? Não, não quero, pô! Eu tô em crise total, confessa e assumida. E alguém duvida que tenho razões para isso?
PS: se você tem 25, 26 ou 27 anos, você não perde por esperar. A crise chega. Sempre. Se você tem 40, 50 anos e não passou por ela é porque não vivia no mundo que vivemos hoje. E que atire a primeira pedra quem não ficou minimamente balançada com essa idade tão redondinha.