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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Filosofando sobre Friends

A super-organizada Monica

A apaixonada Rachel

Minha preferida, a despreocupada Phoebe

Psiu, eu tenho três segredos, mas não conte para ninguém! Fui adolescente, mas nunca me liguei em séries americanas. Atualmente, não tenho TV a cabo. Recentemente resolvi reparar uma "falha" da minha adolescência, mesmo que com atraso, e peguei na locadora, por meses a fio, todas as temporadas de Friends que, pasme, nunca tinha assistido. Se você também nunca viu, não tem problema porque não vai deixar de entender esse texto. Se é contra o capitalismo norte-americano, filmes holywoodianos, cultura dominante, cinema besteirol, por favor, mude de blog. Esse aqui não é para você. Agora, se você já assistiu a algum episódio desse divertido grupo de seis amigos vai compreender melhor o que estou falando.
Dessa simples série, com poucos atores convidados, elenco de apoio mínimo e cenário e orçamento super enxutos (a propósito, essa descrição lhe faz lembrar exatamente da situação que você encontra no trabalho ou na faculdade?), é possível extrair algumas lições. Não diga nada, nem reclame a respeito. Antes de me julgar, leia. Ao fazer essa verdadeira "imersão" no universo dos personagens (é, gente, assisti em quatro meses o que as pessoas comuns levaram 10 anos assistindo), me peguei pensando no quanto me pareço e o que tenho de mais diferente de cada um deles. E me fiz a proposta de começar uma melhora imediata em características que não gosto de ter. Vamos lá?
Eu quero ser menos Mônica na vida. Confesso que essa personagem cheia de manias, doente por ordem e limpeza e extremamente perfeccionista e competitiva às vezes se apossa de mim. Sai pra lá, Mônica, eu não quero ser assim.
Também quero ser menos Phoebe. Ela se contenta em fazer um trabalho que não lhe atrai e perde a paciência muito fácil. Eu realmente ando meio intolerante de uns tempos para cá.
O lado Rachel é o mais fácil de deixar de lado, mas uma veia consumista pulsa em mim quando me deparo com a bendita palavra "Liquidação" em alguma vitrine.

Em compensação, a Mônica tem uma qualidade que me agrada muito: ela não se deixa abater: foi gordinha na adolesência, desprezada pelo garoto que amava na escola, sua mãe sempre deixou claro que ela não era a preferida, ela descobriu que não podia ter filhos (seu maior sonho) e nada disso a abalou. Ela seguiu em frente e nunca se contentou com as coisas pela metade.
Já a Rachel tem meu lado apaixonado: namora quem realmente gosta, vibra quando acontece algo bom, fica profundamente deprimida quando algo ruim ocorre e trabalha com o que mais ama (e o que eu mais amo também): moda.
A Phoebe, admito, é minha preferida entre os seis personagens. Ela tem muitas características que não tenho e adoraria ter. Um jeito despreocupado de viver, algo "deixa a vida me levar", sem dramas nem discussões profundas, mas com um jeito de acreditar que as coisas vão dar certo no final. Ela é praticamente minha amiga Carol. Outra qualidade é que ela fala absolutamente tudo o que pensa, sobretudo quando algo a incomoda. E grita quando tem vontade. Isso eu admiro! rs Ah, nós temos uma coisa em comum: não tocamos nada de violão e somos horrivelmente desafinadas.

Taí, "filosofando" (não me mate, cunhada filósofa, estou brincando) sobre Friends, eu diria que quero ser mais Phoebe nessa vida! E você?