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quarta-feira, 1 de junho de 2011
A trapalhada nossa de cada dia
Acordo às sete da manhã. Está frio. Está muito frio. Resisto aos apelos da cama e me levanto. Preciso malhar, estou levando a academia a sério e hoje tem aula de pilates. Daqui a 45 minutos. Ok. Me visto, dou bom dia ao cachorro, coloco sua comidinha, tomo meu café. Frio. Preguiça. Ufff! Liberto o cachorro para dar uma voltinha pela sala enquanto lavo a louça e vou recolhê-lo a seus aposentos (cozinha e lavanderia). Quando piso no tapete... Eis que o fofo e peludinho Bolota havia feito o que não devia no tapete e eu, obviamente, com uma mira certeira, pisei exatamente em cima (novamente) do que não devia. Ai ai ai. Ótimo, ótimo. Estou com tênis de corrida, cheio de ranhuras na sola. E, obviamente, com o adiantado da hora, já estou atrasada. Vou até o tanque, tênis, esponja e palito de dente nas mãos. Fico, literalmente, limpando a c*#$@& do cãozinho, devidamente p. com ele. E atrasada, meu Deus, como estou atrasada! Saio correndo. A pé. Chego na academia. Duas horas - de Pilates, box e corrida - depois, volto para casa. Chego na cozinha, vou fazer uma torrada de pão integral para comer com peito de peru e eis que piso no chão da cozinha. Onde, obviamente, Bolota havia feito xixi. Pego um pano, blasfemando o dia em que resolvi trazer mais uma complicação pra minha vida (o que passa rápido, pois adoro o bichinho e ele me olha como se estivesse entendendo tudo o que eu falo). Como a torrada, voo para o banho. Lava cabelo, seca com secador, maquiagem, escolha da roupa e partida, correndo para o trabalho. Ainda são 11h00 quando entro no ônibus e me dou conta que esqueci o bilhete único (conhecido como passe e vt por quem não mora em SP) em algum lugar. Ofereço os 20 reais para a cobradora que me devolve o troco todo em notas de R$2, como que para me lembrar que as trapalhadas têm suas consequências. Putz, preciso ligar para a lavanderia e implorar para lavarem meu edredom até sexta-feira. Chego ao trabalho antes das 11h30. E pensar que o dia está apenas começando...
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Meu diário pós-Bolota

Balanço final dos primeiros sete dias com essa bolinha de pelos no meu apartamento:
12 cocôs fora do lugar
8 cocôs no lugar
20 xixis fora do lugar
10 xixis no lugar
muitas mordidas e duas mãos machucadas por dentinhos
um acervo de seis brinquedinhos
alguns chorinhos para chamar a atenção
muita diversão e bagunça na cozinha
e muita, mas muita saudade mesmo quando preciso sair de casa.
Como “mãe” de primeiríssima viagem, acho que me dou nota 7. Pelo menos ele tem comido bem, está saudável e já tomou até banho. Mas sei que por maior que seja meu interesse em aprender a melhor forma de tratar o bichinho, percebi que o mundo cão é tão complicado quanto o das dietas e explico porque: em ambos, ninguém conhece a fundo o assunto e as teorias são as mais diversas. Ovo é maléfico? Benéfico? Chocolate faz mal para o colesterol ou faz bem? Comer a cada três horas aumenta o cálculo calórico no fim do dia ou acelera o metabolismo? Experimente dar um google para encontrar alguma dessas respostas. A verdade é que existem várias possíveis, nenhuma conclusiva e todas duvidosas. Pois com relação aos cães é a mesmíssima coisa. “Bata nele quando fizer algo errado”, “ignore quando ele fizer xixi fora do lugar”, “pegue um jornal para bater no chão do lado dele quando quiser repreendê-lo”, “ele é muito pequeno e ainda não adianta dar bronca”, “ele vai aprender a fazer xixi no jornal sozinho”, “jornal não adianta, tem que comprar o tapetinho”, “se ele é agitado, vai destruir o tapetinho e não vai se acostumar”, “ele é macho, nunca vai fazer xixi no lugar certo”, “ele faz xixi de emoção quando te vê, e isso não vai passar nunca” foram algumas das dicas/conselhos que recebi das mais diferentes pessoas, sempre no intuito de ajudar a sanar parte da minha inexperiência , do veterinário à dona do pet shop, passando por amigos, parentes e vendedores de lojas especializadas. A única certeza que eu tenho é que não existe manual, assim como para criar filhos. Tudo acontece na base da experimentação, é pragmático mesmo. Sei que alguma hora vai dar tudo certo. E enquanto não dá e me deparo com sujeiras caninas pela casa, tento me divertir com suas travessuras no chão da minha cozinha. Marido que o diga.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
E a família aumentou...

Quem lembra de quando falei da dúvida entre comprar ou não um cachorro?
Pois é, cerca de um ano depois de ter me apaixonado perdidamente por um filhote de Shi-Tzu, eis que eu e marido decidimos! E compramos um hoje de manhã, não o mesmo, é claro. Ele é lindo, como vocês podem ver na foto (de péssima qualidade eu sei, tremida e feita com o celular, mas quebra um galho...hehehe). Tem 45 dias, já tem um nome, Bolota, e será o terceiro membro da família. Uma espécie de estágio para termos filhos, eu costumo brincar. A verdade é que nunca tive um cão. Isso não me causa nenhuma espécie de trauma de infância, fiquem tranquilos. Minha mãe nunca gostou, sempre teve medo, alergia e vivia apontando uma série de razões para não querer um ser peludo que faz bagunça pela casa. Eu, confesso, nunca tive um amor descontrolado por bichos como algumas pessoas que conheço, mas de uns tempos para cá ando sentindo um apego fora do comum por essas criaturinhas fofas. E a verdade é que se a gente pensa muito (ele vai deixar a casa cheirando? E minha alergia? E toda a grana que precisa ser investida? E o que farei quando viajar? Será que ele vive bem em apartamento? Se acostuma a ficar sozinho durante o dia? Será? Será? Será?), acaba nunca realizando. Não digo que o mínimo de planejamento não seja necessário, é claro. Aliás, sou a maior defensora de planos e planejamentos. O que estou dizendo é que a vida é muito curta pra gente perder tanto tempo pensando em todas as causas e consequencias de todos os nossos atos. E quando a gente decide ter (um filho, um cão, um apartamento, um marido), se tem esse mínimo de planejamento, acaba "dando um jeito", no bom sentido, e as coisas entram nos eixos. E olha que não pesar toooooodos os prós e contras nos míííííínimos detalhes, é quase missão impossível para uma libriana. Mas estou me esforçando e o Bolota será meu primeiro desafio. Está decidido, ele é nosso e segunda-feira estará fazendo muita bagunça em nossa casinha. E como diz minha mãe: não posso mandar em você, né, minha filha? Tomara que você não tenha alergia. Mas ele é lindo!
terça-feira, 16 de março de 2010
Cachorros: ter ou não ter?

Pois é. Entre os grandes dilemas de uma mulher de (quase) 30 certamente se encontra a dúvida: ter ou não um cãozinho? Como boa libriana, vou medindo todas as vantagens e desvantagens que podem acarretar dessa decisão nem um pouco simples. As vantagens estão na cara: ter uma companhia que mais parece uma bolota de pelos e um bichinho para te receber em casa, fazer festinha, receber carinho etc. etc. etc. Mas as desvantagens... vai deixar o bichinho sozinho em casa - ou, pior, no apartamento - o dia todo? Ele vai ficar estressado. E como fazer quando for viajar? Com quem deixar o cãozinho? E os gastos? São tantos: veterinário, banho, comida, hotel para cães no caso de os donos viajarem... Meu marido brinca que ando substituindo a vontade de ter filhos pela ideia fixa de ter um cão. Meu tio disse que, nesse caso, ficaria com os filhos...rs... segundo ele dão menos trabalho. Enquanto não tomo essa decisão cruel, fico mesmo é namorando todos os cães pequenos e peludos (caso do Shi Tzu, na foto acima) ou então orelhudos (como o cocker, que adoro) que passeiam alegremente todas as manhãs pelas ruas do meu bairro. Ou então solto um suspiro diante da vitrine de um Pet Shop. Ter ou não ter um cãozinho? Eis a questão...
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