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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

E o vento levou... minha paciência

Personagens:


*um mocinho bocó
*uma mocinha interesseira, fútil e mimada que come o pão que o diabo amassou e continua interesseira, fútil e mimada
*um segundo mocinho sem-vergonha e aparentemente mau caráter
*a personagem coadjuvante, uma tapada que não vê que tudo o que a sua “amiga” quer o tempo todo é lhe trair


Eu nunca tinha assistido. Não tinha coragem de contar isso pra ninguém, porque era praticamente como se tivesse cometido um crime cultural, um assassinato cinematográfico, um suicídio filmográfico, um latrocínio cinéfilo, enfim, como se tivesse feito algo bem bem bem feio por nunca ter assistido o épico “...E o vento levou”. E então eu assisti. E perdi a vergonha. Posso dizer sem papas na língua: gente, como alguém pode considerar esse filme uma obra-prima? Chato demais. O filme se eternizou pelo “Nunca mais passarei fome”, dito pela protagonista Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) diante de uma cenoura encontrada no terreno de sua fazenda após a Guerra da Secessão americana, em que os yankees (americanos do norte) haviam acabado de fazer uma varredura que não perdoou nem as joias de sua mãe. Gente, ok, a frase é dramática, Scarlett é uma linda mulher que acabara de sofrer horrores, mas é só isso. Nem todo sofrimento do mundo fez ela baixar a petulância e a vontade de trair a amiga e nunca vi personagem mais chata – faz todas as Helenas e Eduardas de Manoel Carlos parecerem comediantes. E não se trata de ser um drama, pois eu adoro o gênero. Trata-se de tédio, mesmo. E a falta de caráter elevada à sua enésima posição (com muito mais detalhes sórdidos do que os folhetins de Gilberto Braga).
Quando começamos a assistir a segunda parte do filme – ah, sim, a película dura QUATRO horas – eu já estava arrependida, mas não deixo nada pela metade e tinha a esperança que o final salvasse tudo. Ledo engano. Claro que não vou contar o fim do filme aqui, mas posso garantir que não vale à pena desperdiçar tanto tempo livre. Salvam-se apenas – e isso para quem gosta de moda – a fantástica cena em que a escrava aperta o espartilho de Scarlett, o figurino de um modo geral e a cena em que ela tem a ideia de pegar uma incrível cortina de veludo verde e transformá-la em um vestido deslumbrante. A cena marca o momento em que a personagem “sacode a poeira e dá a volta por cima”. Afinal, o que um vestidinho novo não faz pela gente, né?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sinais




"O problema das mulheres é que elas acham que tudo é um sinal", me disse na semana passada um amigo. "Se eu abro a porta do carro, é porque sou um cavalheiro. Se quero só ver filminho com pipoca, é porque estou apaixonado. Se conheço os amigos, é porque minhas intenções são sérias. Se digo que ela é especial, é porque quero me casar", continuou. "Pô, isso enche o saco. Não são sinais. Eu só fiquei com vontade de abrir a porta do carro, estava a fim de ver um filme com ela ou curioso para conhecer os amigos! Aí, na tentativa de não passar a mensagem errada, eu acabo me podando e deixando de fazer coisas bacanas com a garota com medo que no minuto seguinte surja um 'eu te amo' ou que ela sinta 'esperanças' de que vamos ficar juntos pra sempre", concluiu. Verdade. Uma ÓTIMA lição para nós, mulheres. Parem de tentar enxergar sinais onde eles não existem. Curtam o momento sem se preocupar com o amanhã, sem pirar na onda "esse é diferente, ele é sério, romântico, com ele vai ser pra sempre". Desencanem, mulheres! Tentem curtir o momento. E se ele for bacana e, melhor ainda, se se repetir, vocês já saíram ganhando. Deixem os coitados dos garotos retomarem sua espontaneidade sem se preocupar com as expectativas que VOCÊS estão criando. E curtam bem, beijem na boca, saiam pra dançar, compartilhem com as amigas as conquistas do relacionamento. Mas tenham certeza de que esse relacionamento - de fato - existe. Ah, e acenda um alerta se ele não ligou no dia seguinte, não correu atrás, foge de conhecer sua família e seus amigos, vem com aquele papo idiota que sofre variações entre "to-saindo-de-um-relacionamento-sério-e-não-quero-compromisso", "to deprimido e não quero te trazer problemas", "meu casamento/namoro já está acabado, só não terminei porque tenho pena" e "eu não sirvo pra você, pois não sei o que quero da minha vida". Isso sim é um sinal. De que você deve cair fora correndo.
Post levemente influenciado por conversas com amigos e amigas e pelos filmes "Verdade nua e crua" e "Ele não está tão a fim de você", que recomendo fortemente a todas as mulheres.