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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Deus mora nos detalhes




Ambiente aconchegante, temperatura agradável, aroma de óleo essencial de laranjas com amêndoas perfumando o ar, atendimento cordial e tratamentos... ah, tratamentos para você se sentir uma rainha.
Essa é uma forma mais poética de descrever o spa do hotel Ritz de Lisboa (eu sei, estava devendo posts de lá, né?). Na descrição jornalística de um site de viagens português, "Os 1.500 m2 do Spa do Ritz Four Seasons, em Lisboa, têm uma atmosfera multissensorial de ‘design' minimalista, com camas espaçosas e fragrâncias sedutoras que contribuem para um espaço de serenidade. É um santuário ‘zen' com piscina interior de 18 metros e ‘pool lounge'. A sala de relaxamento, com aroma a jasmim e música ambiente com sons orientais, mistura-se com os acabamentos de luxo em carvalho e mármore creme. O toque final é dado pelos tons neutros das paredes iluminadas por velas".
Na minha forma bem pessoal de descrever, eu diria que é um encontro quase espiritual que você realiza consigo mesmo. Eu ganhei um tratamento especial, com uma massagem feita com a pressão dos dedos da massagista, mesmo princípio do shiatsu. Ele é realmente relaxante e faz bem para mente, corpo e alma. Mas isso não é tudo. Como diz a conhecida frase, Deus mora nos detalhes e nesse spa, eles sabem muito bem disso. Antes do tratamento em si, começa uma cerimônia de lava-pés. A massagista te coloca confortavelmente sentada e faz você apoiar os pés em uma espécie de tacho de cobre, com água morna, rodelas de laranja, pétalas de rosa e o tal óleo essencial de laranjas, pelo qual me apaixonei. Ela despeja então sal grosso umedecido com mais um pouco deste mesmo óleo e massageia seus pés. Pronto. A entrega e o relaxamento já começam aí. Em seguida, você se deita de bruços na cama de massagem e apoia o rosto no lugar reservado para ele, aberto em uma circunferência. Aí vem a parte mais charmosa de todas: com um bowl de óleo essencial (de novo ele!) e uma orquídea (linda, por sinal, fúcsia) ela faz você aspirar aquele aroma bem fundo, três vezes, para que o relaxamento seja completo. E deixa esse bowl com a orquídea ali no chão, bem diante de você para, caso decida não fechar os olhos, tenha algo bonito na sua frente para admirar. É ou não é uma situação dos sonhos? Tanto cuidado assim me faz perceber como deixamos nosso dia-a-dia passar correndo sem essas fofuras necessárias para trazer pequenas alegrias às nossas vidas.
Um incenso, velas pela casa, uma almofada diferente, uma foto trocada no porta-retrato, um vinho aberto sem data especial... são atitudes pequenas que fazem nossa jornada tão estressante ficar mais suave. Quer experimentar hoje?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

E a família aumentou...


Quem lembra de quando falei da dúvida entre comprar ou não um cachorro?
Pois é, cerca de um ano depois de ter me apaixonado perdidamente por um filhote de Shi-Tzu, eis que eu e marido decidimos! E compramos um hoje de manhã, não o mesmo, é claro. Ele é lindo, como vocês podem ver na foto (de péssima qualidade eu sei, tremida e feita com o celular, mas quebra um galho...hehehe). Tem 45 dias, já tem um nome, Bolota, e será o terceiro membro da família. Uma espécie de estágio para termos filhos, eu costumo brincar. A verdade é que nunca tive um cão. Isso não me causa nenhuma espécie de trauma de infância, fiquem tranquilos. Minha mãe nunca gostou, sempre teve medo, alergia e vivia apontando uma série de razões para não querer um ser peludo que faz bagunça pela casa. Eu, confesso, nunca tive um amor descontrolado por bichos como algumas pessoas que conheço, mas de uns tempos para cá ando sentindo um apego fora do comum por essas criaturinhas fofas. E a verdade é que se a gente pensa muito (ele vai deixar a casa cheirando? E minha alergia? E toda a grana que precisa ser investida? E o que farei quando viajar? Será que ele vive bem em apartamento? Se acostuma a ficar sozinho durante o dia? Será? Será? Será?), acaba nunca realizando. Não digo que o mínimo de planejamento não seja necessário, é claro. Aliás, sou a maior defensora de planos e planejamentos. O que estou dizendo é que a vida é muito curta pra gente perder tanto tempo pensando em todas as causas e consequencias de todos os nossos atos. E quando a gente decide ter (um filho, um cão, um apartamento, um marido), se tem esse mínimo de planejamento, acaba "dando um jeito", no bom sentido, e as coisas entram nos eixos. E olha que não pesar toooooodos os prós e contras nos míííííínimos detalhes, é quase missão impossível para uma libriana. Mas estou me esforçando e o Bolota será meu primeiro desafio. Está decidido, ele é nosso e segunda-feira estará fazendo muita bagunça em nossa casinha. E como diz minha mãe: não posso mandar em você, né, minha filha? Tomara que você não tenha alergia. Mas ele é lindo!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Você sabe o que é boudoir?


Nunca viu, nem vestiu e só ouve falar?
Pois eu explico. Boudoir (lê-se buduárr) é a palavra francesa que designa quarto de vestir. Nos tempos áureos da corte francesa, todo palácio (e Versalhes não é diferente, claro) tinha seu boudoir, quarto onde as rainhas e princesas trocavam de roupa. Imagine algo como um closet antigo :-), único lugar do reino onde essas finas damas podiam circular de lingerie e se vestiam com a ajuda de amas e outras mulheres do alto escalão da corte. Sim, porque para dar conta de tanta renda, tantas camadas de saias, tantas joias e, principalmente, de amarrar o corset, essas finas senhoras precisavam mesmo de muita ajuda.
Hoje, o termo boudoir tem sido usado para expressar uma das propostas de moda mais em alta na próxima estação. Isso porque essa tendência romântica e sensual na medida exata se inspira nos trajes de baixo usados naqueles tempos. Muita renda, muito cetim, tecidos molinhos e de toque agradável, tons como rosa, nude, cinza e preto compõem um look boudoir. Pérolas, flores delicadas e lacinhos dão o toque de mestre. E eu adoro! Confira algumas peças que selecionei no incrível site Polyvore para mostrar um pouquinho desse estilo feito para quem não tem vergonha de assumir seu lado mulherzinha. No melhor sentido da palavra.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Chico-buarquizando


Eu confesso. Conheço pouco. Muito pouco. Sou uma novata na arte da música de Chico Buarque. Talvez a única falha na educação musical que meus pais e avós me deram em rodas de violão em família foi essa. Eles não gostam de Chico (sim, porque basta você conhecer uma música para se sentir íntima dele e chamá-lo só pelo apelido). Acham sua voz enjoativa, talvez resquício do período da ditadura, época em que sua voz não estava mesmo no período áureo. Então eles o preteriam a Caetano Veloso, Gilberto Gil, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Cartola, Noel Rosa, Alcione, Sandra de Sá e toda a música brasileira da melhor qualidade, reunindo nova e velha guarda em um repertório de violão extensíssimo e que me fez amar MPB e samba desde o berço. Mas é claro que sempre tive curiosidade a respeito do que escreviam e cantavam aqueles olhos de um azul penetrante. Principalmente por saber que ele é praticamente uma unanimidade entre as mulheres de quase 30 e que não há mulher que não suspire pelo seu jeito de bom rapaz e suas letras brilhantes.
Pois bem. Antes tarde do que nunca, e a santa protetora dos ouvidos colocou na minha vida um marido vindo de uma família que adora Chico Buarque e me introduziu em seu universo. No começo confesso ter tido uma certa relutância, porque acho toda unanimidade agressiva em um certo ponto. Mas aos poucos fui me entregando às doces melodias e às letras difíceis de compreender, quiçá de decorar. Duas pontes que me ligaram à sua música foram cantoras que adoro: Ana Carolina e Zizi Possi. Ana gravou Beatriz (Olha, Será que ela é moça? Será que ela é triste? Será que é o contrário? Será que é pintura o rosto da atriz?) e Zizi gravara há muito tempo Eu Te Amo (Se nós nas travessuras das noites eternas Já confundimos tanto as nossas pernas Diz com que pernas eu devo seguir. Se entornaste a nossa sorte pelo chão, Se na bagunça do teu coração Meu sangue errou de veia e se perdeu), uma letra que permaneceu na memória como uma das mais lindas já escritas até hoje. Pois é. Hoje, apesar de conhecer pouco, muito pouco de Chico (nada que se compare ao que algumas amigas e minha cunhada conhecem...hehehe), sou obrigada a dizer: eu também me entreguei à sua linda música.
PS: mesmo sendo uma caloura na arte chico-buarquense tenho que admitir que foi muito difícil escolher apenas duas músicas para usar de exemplo nesse post. Principalmente porque Joana Francesa foi a primeira música dele que ouvi ao lado do marido. E sua letra profunda, inteligente e sensível também me traz belas recordações.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

direto de Lisboa


Almoçar num restaurante assim, sentar na cadeira onde sentou Eisenhower e apreciar um almoço delicioso em companhias agradáveis não tem preço. É por essas e outras que adoro a minha profissão! A partir da semana que vem terei novidades fresquinhas de Lisboa para atualizar o blog. Aguardem!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Moda para mulheres




Bem, acho só de olhar par o meu blog já dá para perceber que adoro roupas femininas, cor-de-rosa em todas as suas variações, babados, flores... E toques de romance estão presentes em qualquer look que eu decido usar. Imaginem então a minha expressão de surpresa (boa, claro), quando recebi um release com a coleção verão da estilista Regina Salomão. Fala a verdade, essas roupas são ou não são a minha cara? (modesta a garota, não? rs)

sábado, 17 de julho de 2010

Almocinho de sábado


Fim de semana de sol com amigos, cunhadas e sobrinha, que delícia! Crianças correndo no quintal, petiscos na cozinha, risadas com o vinho, papo sobre arte, viagens, filosofia, comida, cinema... Preciso de mais alguma coisa para o meu sábado ser feliz?