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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O novo feminismo


Não nego a importância do movimento feminista para a história e, claro, para que as mulheres obtivessem muitos dos direitos que têm hoje. Pronto. Esclarecido? Pois é. Eu só acho que atualmente o movimento deveria repensar seus questionamentos e sua “luta”. Coloco entre aspas de propósito. Acho que a verdadeira batalha pelos nossos direitos acontece no dia-a-dia. Aconteceu quando a viúva Clicquot comandou uma empresa de bebidas na ausência de seu marido há muitos e muitos anos e garantiu o emprego daquelas pessoas que lá trabalhavam. Aconteceu quando a Nélida Piñon mostrou com seu talento que uma mulher podia ser presidente da Academia Brasileira de Letras. Ou quando a arquiteta Zaha Hadid ganhou o Pritzker, prêmio mais importante do mundo em sua área. Acontece quando a gente chega em casa e, sem precisar pedir, o marido ajuda a lavar a louça. Ou quando assumimos a direção do carro para dirigir na estrada, apesar de todos os perigos que ela oferece. Também acontece quando resolvemos ter filhos nesse mundo maluco e defendê-lo com unhas e dentes desse mesmo mundo. A “luta” das ditas feministas de hoje em dia ficou ultrapassada, parada no tempo. Lembro de uma professora do mestrado que estava com o punho machucado e pediu, em sala de aula, para alguém ajudá-la a abrir a garrafa de água. Um senhorzinho, muito gentil, levantou-se e foi até ela. Sabem o que ela disse? “Gente, não precisa ser um homem”. Ai, faça-me o favor, né? Esse tipo de postura radical até podia fazer sentido quando a LUTA (essa sim, com letras maiúsculas) precisou ser mesmo travada e o espaço das mulheres aberto (com perdão do trocadilho) a fórceps. Ela se justificava nos anos 70, quando minha mãe diz que barrou algumas vezes a gentileza do meu pai de puxar a cadeira para ela sentar ou abrir a porta do carro. Ela conta que tinha vergonha de aceitar isso, pois as mulheres PRECISAVAM provar sua independência e, enfim, ela vivia nesse mundo fervilhante de mudanças e sede de liberdade, em todos os sentidos, então isso fazia muito sentido. Mas hoje esse mundo se abriu. E agora cabe a cada uma de nós, mulheres, na nossa árdua batalha diária, mostrar que queremos espaço. E respeito. E (por que não?) delicadeza. Como alguém que nos abra a porta do carro, traga flores e puxe a cadeira pra gente sentar. Isso não faz de nós menos mulheres. É exatamente o contrário. Isso faz de nós mulheres de verdade, que brigam por seus direitos, sim, mas aceitam a natureza, com toda a força e a fragilidade que ela nos impõe.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Notícias do mundo do luxo

O compromisso desse blog nunca foi transmitir notícias. Muito menos publicar mininotinhas com váááááárias fotos. Ele nasceu porque eu gosto de escrever. E não quero perder a “Priscilla” em textos editados, cortados e reescritos, ações corriqueiras no jornalismo. Para reencontrar meu jeito de escrever, eu procuro ler textos, revistas e livros que não tenham ligação direta com luxo, assunto que adoro e sobre o qual já leio por “obrigação” (chato, né? trabalhar com o que a gente gosta...hehehe) Para preservar minha personalidade em forma de textos, criei esse blog. Sem obrigações, sem preocupações. Não por acaso, ele se chama “Só porque eu gosto”. Enfim, uma breve introdução pra trazer, justamente, duas notícias de luxo :-)
A primeira dá água na boca: a Magnolia Bakery vai abrir uma filial no Brasil ano que vem. Provavelmente em São Paulo. Atire o primeiro cupcake quem nunca ouviu falar nessa confeitaria, dizem, di-vi-na, nova-iorquina que ficou famosa na série Sex and the City. O lugar é pequeno e a fila que se forma à sua porta é quase quilométrica. Mas pelas fotos a gente entende porquê.
Outra notícia é que a descoladérrima 10 Corso Como, loja-conceito modernosa e superfashion de Milão, completa 20 anos agora em setembro. A boutique foi fundada por Carla Sozzani, irmã de Franca Sozzani, todo-poderosa da Vogue Itália e que era consultora do meu curso de pós em Milão (momento tiete). Lá dentro, além de roupas e produtos de beleza, um salão de chá e uma biblioteca de ba-bar.

Pronto, me rendi. Notícias no blog, a partir de agora, estão liberadas. Sem nenhum tipo de censura.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Jordânia by Flavinha


Quando a gente viaja com um grupo grande de jornalistas podem acontecer duas coisas totalmente opostas: a primeira é dar tudo errado, todo mundo se dar mal e virar uma guerra de vaidades. A segunda é todo mundo se dar muito bem. Foi o que aconteceu, vocês já sabem, pois já escrevi aqui, na minha viagem para a Jordânia.
Em termos de relacionamento pessoal, já percebemos nos primeiros dias que a viagem se tornaria inesquecível. Mas e os frutos profissionais que colheríamos dessa viagem? Mais uma vez, é possível seguir dois caminhos. No primeiro, e mais comum, é que cada um, por suas experiências e modo de olhar as coisas, tenha uma impressão diferente e um texto completamente diferente do outro. Até porque os veículos não falam necessariamente para o mesmo público. Em outras (raras) vezes, acontece de vocês verem as mesmas coisas, mas uns serem mais capazes de expressar do que outros. Ou terem essa permissão. Foi o que aconteceu com a querida Flávia Lellis, que escreveu uma matéria linda pra revista Brazil Travel News e me permitiu reproduzir um trechinho aqui. Ele fala sobre tudo o que penso dessa experiência que tivemos juntas e acompanhadas de um grupo incrível. Mas chega de rasgar seda. Vamos ao texto dela:

"Uma experiência fantástica, vivida no lombo de um camelo, a caminho do pôr-do-sol. A cada marca deixada na areia pelas patas do animal – numa vasta área de solidão -, os desenhos naturais que envolvem a cena convidam à reflexão, à feitura de um pedido ou a qualquer pensamento que simplesmente deixe a imaginação fluir, tamanha magia que envolve o momento. Não há tempo para pensar em enjôo ou medo, uma vez que a reação mais natural é curtir uma excitação contida frente a um episódio da vida quase indescritível. O desfecho se dá em silêncio no alto de uma pedra, onde os segundos são contados iluminados por um sol que não faz feio diante dos convidados que o observam sumir atrás das montanhas para a chegada da lua"


Da importância do bom humor


Segunda-feira, 7 horas da manhã. Frio. Garoa fina. Toca o despertador. Preguiça. Ir para a academia a essa hora da madrugada: pra quê? Pra quê? Levanto. Acho que vou ligar e perguntar se vai MESMO ter aula. Desencano, não dá tempo. Tenho 45 minutos para comer, me trocar, arrumar a cama, dar comida ao cão e correr pra academia. Chego lá e: surpresa. Tanta gente que quase falta a bola gigante que usamos no pilates para desafiar nosso equilíbrio (e nossa barriga!). Quando começo a tentar compreender o motivo de uma dezena de pessoas ter vencido o frio, a preguiça e o mau humor típicos de uma segunda-feira (bem) cedo, eis que chega a professora. Às gargalhadas comenta que hoje não é ela quem faz o almoço, mas sim o marido, pois ela dá aula pela manhã. Mas que lava a louça passa a tarde com a filhota, dá banho nela e ainda prepara o jantar. Durante a aula, faz piadas, troca a trilha sonora, faz brincadeiras: “essa é pra expulsar a cachaça do fim de semana, essa outra pra queimar a borda de catupiry que fica em volta da cintura”. “Vamos lá, Jesus nos ama”. E solta mais uma gargalhada. “Parem de tremer, suas velhas”. Voltando da aula (e depois de mais uma de box e 20 minutos de esteira), morta de cansaço, fui em direção à minha casa pensando em como é importante a gente se dedicar ao que faz. Mas se dedicar mesmo, sabe? Não simplesmente “bater cartão”. Chegar na hora, fazer de verdade, com disposição e bom humor. Isso contamina todos à nossa volta. Quer saber? Vim para o trabalho hoje super bem disposta e bem humorada. Apesar da segunda-feira e da garoa fina e gelada que insistia em cair.
PS: como vocês podem ver na foto acima, eu sei da importância do bom humor há muito tempo. #modéstiafeelings

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Os doces docinhos de Daniela



Sabe um lugar com carinha de casa de mãe? Ou, melhor, com comidinha que parece que foi feita pela mamãe? Assim é o Marcelino Pan y Vino, na Vila Madalena. Uma casa fofa fofa de esquina, que eu sempre “namorei de longe” e que fui conhecer com a Maíla e a Ticiana, assessoras super fofas da KRP, que cuida do restaurante. Chegando lá, as meninas me apresentaram à dona do negócio, a chef Daniela França Pinto, também dona do não menos fofo Lola Bistrot. Era para nos dar um oizinho e sair de retirada, pois estava correndo, orientando os funcionários, enfim... mas acabou ficando e o papo (bom), rendendo. Na hora de decidir o que íamos comer, mal peguei o cardápio e as meninas já tinham escolhido seus pratos: “ai, essa noite eu até sonhei com a polenta com cogumelos e ovo poché”. Alguma dúvida? Claro que pedi a tal polenta também, né? Uma delícia, 100% comfort food, aquela comida que esquenta o corpo e o coração. No meio da conversa, Daniela fala (e eu concordo) sobre como a crítica irresponsável pode prejudicar um restaurante. Conta que jornalistas muitas vezes sem critérios podem destruir a vida de alguém que apostou todos os seus sonhos e seu dinheiro em um restaurante. Do papo “sério” passamos a algo bem mais leve. Daniela conta que já foi palhaça profissional! Clown! E que seu marido o é até hoje. Não é incrível? Fiquei admirada e demos muitas risadas quando ela contou que seu pai brinca que seu genro é um palhaço. E ele está certo. No mínimo divertido, não? E para acompanhar as risadas, nada melhor que uma sobremesa. A dúvida entre o pavê de brigadeiro (que não escolhi e precisei voltar, na mesma semana, para provar. Sim. É sensacional) e os cremes de papaia e abacate (da foto) se dissipou quando Daniela provou, na nossa frente, uma sobremesa que estava em fase de testes: sorvete de tapioca com Dulce de leche da casa e biscoito crocante. Ai, eu e minhas vontades. Claro que pedi isso. Ainda nem está no cardápio e eu, palpiteira que sou, sugeri que o sorvete (super neutro) fosse trocado por um de banana ou chocolate amargo. Não sei que fim levou essa história, mas estou ansiosa para ver a sobremesa no cardápio. E outra delícia que está para entrar no menu (e eu não vejo a hora de provar) é a banana assada com merengue flambado. “Um dos doces que mais tem o gosto da minha infância”, suspirei. E Daniela, feliz, respondeu: “Que bom que você recordou, é exatamente esse o nosso objetivo aqui”.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eu não esqueci...




...do blog, não, minha gente. Mas essa semana tem sido impossível. Deixo vcs com as fotos inspiradoras que o Mario Testino fez do casamento de Kate Moss para a Vogue americana. Dá até vontade de casar de novo (com o mesmo marido, calma, Mika!) hehehe