sexta-feira, 30 de julho de 2010

Você sabe o que é boudoir?


Nunca viu, nem vestiu e só ouve falar?
Pois eu explico. Boudoir (lê-se buduárr) é a palavra francesa que designa quarto de vestir. Nos tempos áureos da corte francesa, todo palácio (e Versalhes não é diferente, claro) tinha seu boudoir, quarto onde as rainhas e princesas trocavam de roupa. Imagine algo como um closet antigo :-), único lugar do reino onde essas finas damas podiam circular de lingerie e se vestiam com a ajuda de amas e outras mulheres do alto escalão da corte. Sim, porque para dar conta de tanta renda, tantas camadas de saias, tantas joias e, principalmente, de amarrar o corset, essas finas senhoras precisavam mesmo de muita ajuda.
Hoje, o termo boudoir tem sido usado para expressar uma das propostas de moda mais em alta na próxima estação. Isso porque essa tendência romântica e sensual na medida exata se inspira nos trajes de baixo usados naqueles tempos. Muita renda, muito cetim, tecidos molinhos e de toque agradável, tons como rosa, nude, cinza e preto compõem um look boudoir. Pérolas, flores delicadas e lacinhos dão o toque de mestre. E eu adoro! Confira algumas peças que selecionei no incrível site Polyvore para mostrar um pouquinho desse estilo feito para quem não tem vergonha de assumir seu lado mulherzinha. No melhor sentido da palavra.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Chico-buarquizando


Eu confesso. Conheço pouco. Muito pouco. Sou uma novata na arte da música de Chico Buarque. Talvez a única falha na educação musical que meus pais e avós me deram em rodas de violão em família foi essa. Eles não gostam de Chico (sim, porque basta você conhecer uma música para se sentir íntima dele e chamá-lo só pelo apelido). Acham sua voz enjoativa, talvez resquício do período da ditadura, época em que sua voz não estava mesmo no período áureo. Então eles o preteriam a Caetano Veloso, Gilberto Gil, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Cartola, Noel Rosa, Alcione, Sandra de Sá e toda a música brasileira da melhor qualidade, reunindo nova e velha guarda em um repertório de violão extensíssimo e que me fez amar MPB e samba desde o berço. Mas é claro que sempre tive curiosidade a respeito do que escreviam e cantavam aqueles olhos de um azul penetrante. Principalmente por saber que ele é praticamente uma unanimidade entre as mulheres de quase 30 e que não há mulher que não suspire pelo seu jeito de bom rapaz e suas letras brilhantes.
Pois bem. Antes tarde do que nunca, e a santa protetora dos ouvidos colocou na minha vida um marido vindo de uma família que adora Chico Buarque e me introduziu em seu universo. No começo confesso ter tido uma certa relutância, porque acho toda unanimidade agressiva em um certo ponto. Mas aos poucos fui me entregando às doces melodias e às letras difíceis de compreender, quiçá de decorar. Duas pontes que me ligaram à sua música foram cantoras que adoro: Ana Carolina e Zizi Possi. Ana gravou Beatriz (Olha, Será que ela é moça? Será que ela é triste? Será que é o contrário? Será que é pintura o rosto da atriz?) e Zizi gravara há muito tempo Eu Te Amo (Se nós nas travessuras das noites eternas Já confundimos tanto as nossas pernas Diz com que pernas eu devo seguir. Se entornaste a nossa sorte pelo chão, Se na bagunça do teu coração Meu sangue errou de veia e se perdeu), uma letra que permaneceu na memória como uma das mais lindas já escritas até hoje. Pois é. Hoje, apesar de conhecer pouco, muito pouco de Chico (nada que se compare ao que algumas amigas e minha cunhada conhecem...hehehe), sou obrigada a dizer: eu também me entreguei à sua linda música.
PS: mesmo sendo uma caloura na arte chico-buarquense tenho que admitir que foi muito difícil escolher apenas duas músicas para usar de exemplo nesse post. Principalmente porque Joana Francesa foi a primeira música dele que ouvi ao lado do marido. E sua letra profunda, inteligente e sensível também me traz belas recordações.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

direto de Lisboa


Almoçar num restaurante assim, sentar na cadeira onde sentou Eisenhower e apreciar um almoço delicioso em companhias agradáveis não tem preço. É por essas e outras que adoro a minha profissão! A partir da semana que vem terei novidades fresquinhas de Lisboa para atualizar o blog. Aguardem!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Moda para mulheres




Bem, acho só de olhar par o meu blog já dá para perceber que adoro roupas femininas, cor-de-rosa em todas as suas variações, babados, flores... E toques de romance estão presentes em qualquer look que eu decido usar. Imaginem então a minha expressão de surpresa (boa, claro), quando recebi um release com a coleção verão da estilista Regina Salomão. Fala a verdade, essas roupas são ou não são a minha cara? (modesta a garota, não? rs)

sábado, 17 de julho de 2010

Almocinho de sábado


Fim de semana de sol com amigos, cunhadas e sobrinha, que delícia! Crianças correndo no quintal, petiscos na cozinha, risadas com o vinho, papo sobre arte, viagens, filosofia, comida, cinema... Preciso de mais alguma coisa para o meu sábado ser feliz?

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Figurinos de suspirar

Ontem à noite, lendo o Colherada, vi um post incrível sobre como o cinema pode ajudar a gente a dar um up no visual, pelo menos no quesito inspiração. Eu e o Colherada temos um filme em comum, mas esse é unanimidade mesmo afinal, “O diabo veste Prada” é um daqueles filmes que fazem você sair do cinema achando que o maior problema do universo é o seu guarda-roupa sem-gracíssima. Pode até ser fútil, mas saí do cinema – que por uma ironia do destino fica dentro de um shopping que, por sua vez e graças à Santa Protetora das Economias, estava fechado – exatamente com essa sensação: por que eu preciso usar jeans e um tubinho preto todos os dias? Medo ou preguiça?


Nada contra o tubinho preto, muito pelo contrário. Aliás, outros dos meus filmes favoritos no quesito moda-de-arrebatar-corações têm como estrela o dito vestidinho básico: “Bonequinha de luxo” e o atual “Coco avant Chanel”, além do “Chanel” gravado pela BBC, que tem uma cena maravilhosa envolvendo o tal tubinho. Em um dos dois filmes, não lembro exatamente qual, adoro quando Chanel comenta com Boy, seu namorado, "elas estão olhando para você", e ele responde "não, estão olhando para você".



Duas escolhas óbvias que não me saem da mente também são “Os delírios de consumo de Becky Bloom” (o que são aqueles sapatos, meu Deus?) e tudo que se refere a Sex and the City (minissérie e os dois filmes), sobretudo a saia-tutu cor-de-rosa de Carry, o vestido de festa que usa no primeiro filme e alguns modelitos Chanel (sempre ela, como posso ser tão repetitiva?) usados por Charlotte.



Duas escolhas menos óbvias, mas igualmente marcantes, são “Patricinhas de Beverly Hills” em que o figurino dos sonhos – ao menos para a adolescente que ainda mora em mim e começou a amar moda nessa época – aparece em um closet controlado por computador (sonho dos sonhos!), e Maria Antonieta, para alimentar todas as suas fantasias de princesa e retrô, com roupas de um período em que opulência era in.



Para terminar, Maria Antonieta's shoes:

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Picadinho é o novo salmão


Eu adoro escrever sobre moda. Também tenho verdadeira paixão pela gastronomia. E hoje de manhã, lendo a revista Menu deste mês me deparei com uma nota que me fez pensar em como moda e gastronomia se relacionam de diversas formas. A primeira, e mais óbvia, é como em ambas poucas pessoas lançam tendências e muitíssimas as seguem. Não estou dizendo - entendam bem - que não existem bons e criativos estilistas e chefs. É claro que existem verdadeiros criadores, artistas que mostram ao mundo seu estilo, suas origens, seu apreço estético e - literamente - seu bom gosto em tudo o que produzem, seja na cozinha, seja entre fios e agulhas em um ateliê.
Hoje quero falar de um outro tipo de profissional, o que nada cria e tudo copia. Para quem acompanha a área gastronômica através de revistas, livros e eventos, fica óbvio, mas acredito que mesmo quem vai a um casamento uma vez por ano percebe o que estou dizendo. Pense comigo: há cerca de 10 anos, se fosse convidado para um evento bacana (e não estou falando aqui de comidas populares ou que se difundiram por serem gostosas e de bom preço, como pastéis e pizzas), você podia ter certeza que encontraria entre os pratos do bufê ou as porções do coquetel algo com tomate seco e rúcula, fossem elas tortinhas, finger sandwiches, quiches (gente, pelamordedeus, é quiche e não quiRRRRche) ou massas. Há cerca de 40 anos, o coquetel de camarão era onipresente e sinônimo de riqueza (contraída recentemente, diga-se de passagem).
Dando um pequeno salto na história, nenhum evento que envolvia comida, incluindo uma simples ida ao restaurante, há cerca de cinco anos, passava ileso aos funghi secchi. Com o passar dos anos, a moda gastronômica parece se renovar com a velocidade da luz e, desde então, os alimentos presentes em toda e qualquer refeição em festas, eventos e restaurantes se modificam também rapidamente. Das porções servidas em mini-copinhos de plástico aos bem-casados e cupcakes. Entre os salgados, o salmão foi explorado em suas diferentes formas, das ovas à pele, passando, é claro, pelo preparo na chapa, no forno, em massas e cru, na forma de sashimi ou temaki. Quem não gosta de peixe sofreu as consequências, sobrava uma opção tímida com carne vermelha e olha lá. Cadê a criatividade dos chefs? Eu entendo que ingredientes comprados em levas maiores acabam custando menos, mas por favor, né? Dá pra colocar pitadas de criatividade nessa comida?
Pois a nova onda gastronômica é buscar um retorno às origens. Não estou falando aqui de chefs talentosíssimos como o Rodrigo Oliveira do Mocotó ou o Alex Atala - um dos primeiros a compreender a importância de se criar uma gastronomia verdadeiramente brasileira. Eles realmente pesquisaram, buscaram informações e CRIARAM pratos que trazem esse espírito caseiro. O problema maior é que vieram multidões de chefs achando essa ideia bacana e sem o menor trabalho de adaptar receitas, dar a sua "cara" para elas resolveram inadvertidamente copiar. E aí acontece o que temos visto no último ano e o que li hoje de manhã na Menu: mais um restaurante em que o carro-chefe é o picadinho (picadinho chic, é como eles adoram chamar). Ou, com algumas variações, o bom e velho PF, com arroz, feijão, bife e batata frita.
Helloooo, se vou comer fora de casa, quero aproveitar para ex-pe-ri-men-tar, e não para comer o mesmo de sempre. Principalmente, busco viver uma experiência única, em que eu não consuma exatamente o que sei cozinhar em casa com ingredientes baratos mas que, no restaurante ou no bar, sai a preços assustadores. No mínimo intrigante essa nova moda, não? Não seria mais fácil criar algo diferente do que já existe por aí do que correr atrás do prejuízo e plagiar uma ideia que já deu certo?
Sabe que isso realmente me faz lembrar do mercado da moda? Mas isso já é assunto para outro post...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Saudade das minhas amigas


Os homens que me perdoem, mas compartilhar, fofocar, sorrir e chorar com elas é fundamental. Aí recebi essa foto tão linda (de uma grife de roupas infantis) e me inspirei para escrever esse minipost. Abraços e beijinhos virtuais em vocês, minhas amigas fisicamente distantes: Sá, Fer, Cau, Ilda, Dê, Lo, Mary, Le, Let, Dre, Paulinha, Mi, Ma, Yuri, Thay, Mar, Patis (as três!), Fla, Kari, Ale, Sue, ai... certamente esqueci alguém, mas quero que saibam que vocês fazem muita falta no meu dia-a-dia!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Quer mais equilíbrio e serenidade? Dance!



Correria. Correria e mais correria. Nos dias de hoje, parece que a gente só tem tempo pra isso, pra correr. Correr no trabalho, correr no trânsito, correr contra o relógio, correr para dar tempo de fazer coisas básicas do dia-a-dia. E com esse pretexto - e não estou aqui discutindo se ele é verdadeiro ou não - deixamos de lado atividades que nos proporcionam prazer. E entenda pelo que eu digo um universo muito amplo de atividades: passear no parque, brincar com os filhos, ir ao bar com os amigos, namorar, cozinhar (sim, para mim, cozinhar é relaxante), meditar, ir à academia (é, deve ter quem faça isso por prazer...rs) e, principalmente aprender. Aprender um novo idioma, um novo esporte, ou então a cantar, interpretar, desenhar, pintar, bordar (com o perdão do trocadilho). E a dançar. Quer uma forma mais deliciosa de passar o tempo do que dançando? E não me venha com desculpinhas no estilo: não levo jeito, sou muito dura, meu namorado não dança, então por que vou aprender? etc etc Quem começa não quer mais parar! Tenho amigas que sofreram muito por ter deixado de lado o balé quando ficaram "adultas". Duas amigas muito queridas me dizem que até hoje quando vão a uma apresentação de balé clássico, se emocionam muito, pois gostariam de estar no palco, mas a "vida real", de compromissos, necessidade de seguir uma carreira, dedicar tempo ao vestibular etc etc se encarregou de tirar o balé da vida delas. Eu mesma faço questão de reservar duas horinhas na minha rotina (oi? eu disse rotina?) insana para minhas aulas de dança do ventre. Elas curam qualquer dor, me fazem esquecer de qualquer problema, acalmam meu coração, animam meu corpo, me fazem sentir que estou viva. As batidas da música me hipnotizam e me levam para um lugar distante, quem sabe as Arábias?, em que todos os movimentos são sinuosos e delicados, o tronco, a cabeça, os pulsos, os cotovelos, as pernas e os pés parecem conversar entre si e dizer: oi, obrigada por estar fazendo isso por mim depois de estar por horas sentada e digitando em um computador! Eu sou belly dance addicted, mas você pode trocar essa modalidade por qualquer outra que te traga equilíbrio e serenidade. Aliás, você precisa de mais alguma coisa para enfrentar a correria nossa de cada dia?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Solidão



Já repararam como é difícil falar desse sentimentozinho dolorido? Difícil explicar, colocar em palavras, desenhos, poesia. Talvez porque ele esteja presente - em um momento ou em outro - na vida de todo mundo. Quando a gente volta pra casa de noite, quando acorda sozinho na cama, quando está em uma fila, no trânsito e - a pior de todas as solidões - rodeado de gente, mas ninguém que realmente aplaque essa sensação que aperta o peito. Difícil falar dele, né? E eu, uma incapacitada confessa no dom da poesia (e no da música também), na ausência de uma inspiração maior, vou aproveitar meu blog para reunir letras de músicas que adoro e que expressam magicamente essa pontadinha no fundo da alma que nos acomete de vez em quando. Tenho certeza que você conhece todas, quer ver?

Solidão de manhã,
poeira tomando assento
rajada de vento,
som de assombração, coração
sangrando toda palavra sã (Djavan)

Eu tava só
Sozinho!
Mais solitário
que um paulistano,
que um canastrão
na hora que cai o pano (Zeca Baleiro)

E hoje a noite não tem luar
e eu estou sem ela.
Já não sei onde procurar,
não sei onde ela está (Renato Russo)

Livin'alone
I think of all the friends I've known
And when I dial the telephone
nobody's home.
All by myself
I don't wanna be (Eric Carmen)

Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
o antes, o agora e o depois
por que você me deixa tão solto?
por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho! (Peninha)

Chissà se tu mi penserai,
se con i tuoi non parli mai.
Se ti nascondi come me,
sfuggi gli sguardi e te ne stai
rinchiuso in camera e non vuoi mangiare.
Stringi forte a te il cuscino,
Piangi e non lo sai quanto altro male ti farà
La solitudine (P. Cremonesi / A. Valsiglio / F. Cavalli)

Solidão, palavra
cavada no coração
resignado e mudo
no compasso da desilusão (Paulinho da Viola)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A beleza negra


Ontem, um lindo dia de sol, eu e marido acordamos com vontade de parque. Muito verde, um pouco de sombra natural, brisa, lago, enfim, a ideia era explorar as delícias de um belo passeio ao ar livre. Fomos direto ao parque do Ibirapuera, nosso preferido. Em meio à nossa caminhada, escuto um batuque, uma música que parecia conduzir as batidas do meu coração e sem pensar duas vezes fui em direção a ela. Marido, que sabe que curto um agito, nem protestou e foi junto. Era uma apresentação de música e dança, gingado e pura emoção do lado de fora do museu afro-brasileiro, que fica dentro do parque. O ritmo - e o cheirinho de acarajé - era irresistível e perguntamos ao segurança do lugar do que se tratava. E ele respondeu: é a abertura de uma exposição sobre a arte do Haiti e, sempre que começa uma nova exposição aqui no museu, oferecemos um coquetel gratuito, querem entrar?
Alguém tem alguma dúvida? É claro que entramos. A música era realmente linda (é incrível como o som do atabaque me provoca uma saudade não sei de quê), cantada com emoção, acompanhada nas palmas por algumas pessoas presentes, e os pestiscos mais caprichados do que a abertura de exposições de muito galerista metido a besta por aí. Aproveitamos a deixa, é lógico, para conhecer o museu, e não demos conta de ver tudo! Tão grande e espaçoso (e carente de guias, essa é uma falha, devo confessar) que ele é. Entre as obras expostas, reproduções de esculturas e pinturas de igrejas de Minas Gerais, trajes típicos de entidades do riquíssimo candomblé e também de escravas (sim, roupas são minha paixão em qualquer ambiente e sempre chamam minha atenção), fotografias de emocionar e objetos artesanais, como as coroas usadas na festa do dia de Reis - me corrijam se eu estiver errada - no nordeste do Brasil. Fotografias de negros ilustres provocam reações diversas: impossível não rir diante dos trejeitos de Grande Othelo, não suspirar na frente da foto de Elza Soares toda produzida e linda, não sonhar com um belo futebol diante de Garrincha e Pelé. Também fazem parte do acervo permanente do museu a história da Lei Áurea e jornais (que vergonha alheia de saber que isso existiu nesse caldeirão cultural e étnico que é o Brasil!) que eram feitos exclusivamente para os negros, cerca de 20 anos depois da abolição da escravatura por aqui (tá, tá, não precisa ir ao Google, foi em 1888). Uma bela aula de história ao vivo. E de graça. É ou não é para nos encher de orgulho? Saí de lá com o coração feliz, pois o dia foi ainda melhor do que eu havia programado. E hoje, estou o dia todo na cabeça com uma música do Jorge Aragão que eu adoro, chamada "Identidade", que diz mais ou menos assim:
"Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história"

sexta-feira, 2 de julho de 2010

De passagem


É engraçado como muitas vezes as pessoas passam pela vida da gente sem nem sequer se dar conta do quão importantes foram em determinado momento (ou momentos). Muitas vezes elas nos ajudam sem perceber, com brincadeiras, sorrisos, ou mesmo um olhar de apoio. Às vezes elas salvam (salvam nosso dia, nossa vida, nosso emprego) com uma piada, um choro compartilhado, até mesmo conversando pelo telefone, desabafando em um bar. Outras vezes, incentivam nossas ideias, valorizam nosso trabalho, são companheiras na hora de lutar por algo. Muitas vezes estão na hora certa, no lugar certo e compram nossa briga, mostram que estão ali, do nosso lado. Mas essas pessoas passam, quase sempre, afinal, a vida é em si uma passagem, não é? E vão para longe (ao menos fisicamente) sem a gente ter tido a oportunidade de dizer tudo isso a elas. Triste, triste.
Post em homenagem a duas mulheres especiais que estão "passando" pela minha vida e deixando meu dia-a-dia para seguir seus rumos.