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quinta-feira, 3 de março de 2011

Estou loira. Ai meu Deus! E agora?

Depois de meses de dúvida, pesquisas na internet, nas revistas e muuuitas conversas com o cabeleireiro de confiança, eis que decidi: fiz luzes nos cabelos. Para um homem comum, essa simples frase já deve despertar muita estranheza. Como assim “cabeleireiro de confiança”? Por que tantos meses de dúvida? Afinal, é só cabelo. E cabelo cresce. Aliás, o que são luzes?  Para as mulheres comuns – eu inclusa – pintar os cabelos é um drama gostoso de viver. É quase como saltar de paraquedas: você passa meses se preparando psicologicamente, morrendo de medo de se arrepender, depois procura o profissional adequado para lhe ajudar nessa tarefa, por fim busca o equipamento ideal (a tinta, no caso) e se joga. Meses depois esquece que passou por esse terror e resolve passar por tudo de novo. Terror, sim, porque cabeleireiros são do bem, mas adoram uma torturazinha e fazem sua escova enquanto você está DE COSTAS para o espelho. Naquele momento, você está com as mãos suando frio e o diabinho da consciência cutucando seu ombro com frases como: E se manchar? E se ressecar? E se ficar artificial? E se ficar verde? E se...? E se...? E se...? Tudo desaparece num passe de mágica quando você se olha no espelho e vê que o resultado ficou melhor do que você esperava (ou não, mas aí só resta chorar e esperar, sim, o cabelo crescer ou encontrar um profissional melhor pra cobrir aquela tinta que parece escorrer com suas lágrimas. Não falei que era um drama?). E aí, feliz com seus loiros cabelos – de luzes californianas, por favor – você sai poderosa para enfrentar o mundo. E permanece com essa sensação por alguns meses. É, como dizia Vinícius, o amor pelo cabelo é eterno enquanto dura. E a gente muda de ideia rapidinho ao ver aquela artista de cabelos pretos-azulados ou uma amiga que ficou ó-ti-ma com o vermelho acaju que é moda na estação.

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